domingo, 13 de dezembro de 2020

Fucking men’s world

 Alcohol- your fuel

Your squad-  made yourself stronger 

My position - i cant take it


A fucking female designed to obey 

If youre laughing, im must to laugh too


But Im going to scream if I have to 

Your ears are gonna bleed if you keep trying not to understand me


Im not your pet, Im not your accessory 

Im a fucking human just as you


Maybe better, i never have forced anyone to have sex with me. 

And the world never has congratulated me for anything ive done

Respect my history- Im a survivor of All this shit.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Addicted

A vida sem medicação é bem diferente. Passei tantos anos só aumentando a dosagem, o princípio ativo, tudo pra equilibrar essa mente, esses sentimentos todos que querem me sufocar de dentro pra fora.  Tem 9 meses que vivo sem drogas, e nesse tempo o inimaginável aconteceu. Primeiro fui fazer um intercâmbio de 8 meses, e de repente precisei voltar por conta da pandemia. Até aí nada normal e tudo muito propício pra eu surtar. Chorei. Comi....
Passado alguns meses trancada em casa fui piorando, passava uma semana e eu tava achando que foi um dia só... Eis um velho conhecido meu... Não saber que dia é hoje. Ai não,  depressao de novo...  Depois a agência de intercâmbio tava sendo bem relapsa comigo, aí dei de cara comigo surtando como no início. Feito uma criança idiota com a sensação que vai explodir tudo por dentro.
Continuo puro ódio e pessimismo. Em algum ponto isso é bom... Sim. Sabe quanto tempo passei letárgica? Sem sentir nadinha de mais? 6 anos! Ao menos sinto algo, só estou com dificuldade de lidar com isso tudo de novo.
Remédios são bons, alegria instantânea, no entanto é preciso viver sem eles.
Sério, tenho inveja de vocês que sabem se expressar na medida.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

what's the odds?

Deixe-me atualizar sobre os últimos acontecimentos.
Tive essa oportunidade de passar 2020 na Irlanda, de quebra fazer uma eurotrip e cursos de moda em Londres.
Morri de comer de tão ansiosa durante dois meses e fui, cheguei na Irlanda com a expectativa lá em cima, nem achei tudo isso. A minha percepção de cidade antiga passou pra velha e mofada. Um bando de aproveitador em relação ao aluguel, me deu odio, confesso. Primeira coisa que penso é: mano, eu sou muito cuzona.
Enfim, permeando tudo isso havia um vírus. Um vírus que parou a China, que tava matando loucamente na Itália e tava chegando em todos os lugares do mundo. O problema é que esse corona vírus aí se espalhava rápido colapsando o sistema de saúde por onde chega. Por isso a festa de St. Patrick foi cancelada, uma semana depois lockdown. Só sair pro essencial. Depois nem correr na rua podia mais.
Aí eu te pergunto, qual a chance de numa viagem internacional- que não é um hábito- eu ser pega por uma pandemia?
Amor, azar na sorte, tenho sim!
Enfim, lá eu fiquei trancada numa casa fria, pq ainda to acostumada com o frio de 20º do Brasil, então 5º pra mim é coisa de ligar o aquecedor, mas não ligava. Então era o dia todo na cama, em todas as posições possíveis na parte de baixo de um beliche. Mano, eu tava numa caixa de transporte que não seria transportada. Nem tudo é tão horrível, tínhamos nutella barata e pessoas maravilhosas pra dividir o dia.
No entanto não produzo dinheiro pra gastar euros assim por nada. Sem passeio, sem trabalho. Aí acontece que foi cancelado as entrevistas de visto pra trabalhar e estudar. Com isso eu apostava em continuar lá assim, ou eu bancava uma passagem de volta.
Lá vou eu acordar toda noite as 3:30 pra orar. Eu acordo na hora certa sem despertador mesmo. aí acordei com a certeza que vou voltar pro Brasil.
Voltei na pior viagem da vida. Primeiro que o aeroporto é um ótimo vetor de transmissão. Segundo que minha conexão era em Londres. E mano, meu sonho é Londres e eu tava lá e não podia descer....
O aeroporto estava cheio, mas foi esvaziando. Para comer, só vending machine... ou seja, ganhei uma enxaqueca, que ao final do dia já tava me dando enjoo. O voo tava superlotado, quente, a comida era de pacotinho também. Na hora de descer eu tive uma pré crise de claustrofobia, pq td mundo ficou juntinho ao ponto de não espaço pra mexer.
OH GOD
enfim cheguei, entrei no carro e tava fora do prumo, jet lag, desconectada do espaço. As ruas vazias em dia de semana, o mundo ta estranho, caralhoo!

Agora voltei pra casa, voltei pro fuso, voltei pro calor. Voltei ao que era.
Não tô irritada por ter dado errado. Porque ainda vou voltar. E agora todo mundo está vivendo exatamente como eu vivia, trancado em casa. Então me sinto menos impotente.
E tenho aceitado tão bem esse caos todo. Porque não é um caos que criei, não é algo que eu tenha controle. É como uma chuva forte e bizarra que eu nem tenho o que fazer, nem se eu me desesperar posso mudar algo. Só fico aqui embaixo esperando o baque.

No meio de tantas reclamações, agora em casa, não faz mais o menor sentido... reclamar não evitar o contágio, não vai trazer a cura, nossa via crucis, apenas melhoremos nesse trajeto.


enjoy this fucking ride

domingo, 5 de janeiro de 2020

Deus sabe quanto tento ser melhor, ser positiva... mas a verdade é que ele não liga, ele liga pra quem consegue ser positivo, ele liga para os bem sucedidos... Ele quer mesmo que eu encontre meu limite e viva dele, e como já disse, já encontrei esse limite, já ultrapassei e continuo fazendo com energia não sei de onde. E isso é vida? viver sempre parecendo o último fôlego, sentido sua vida sucumbir em virtude do próximo passo? sempre achando que agora vai, agora vai, e o que vejo no espelho é mais dor, mais feridas, mais cansaço... cadê o oasis prometido? o que há de tão horrível em mim pra ser curado, o que há de tão errado que ainda precisa ser consertado? eu já cansei, meu Deus... eu cansei.




socorro