sexta-feira, 2 de novembro de 2018

sick pattern

eu tive uma amiga há muito tempo atrás, que era meu grudinho. Era balada, barzinho, igreja e nada juntas.
Sou uma ótima ouvinte, posso ficar horas ouvindo meu amigos falarem assuntos que não me interessam nem um pouco, se isso os faz feliz.
Um dia ela começou a brigar comigo pq eu olhei no celular as 5 am e já era 6 am e eu não tinha mandado bom dia ainda.
Um dia, um raríssimo dia, queria alguém pra ouvir minhas merdas, aí não tive, não achei. Ao contrário ela vomitou em mim as besteiras que eu dizia, mas eu só precisava falar, pra ressignificar e a vida voltar ao normal. Mas não rolou, fiquei bem brava/chateada, ouço cada besteira, as vezes até sou ofendida, mas respeito aquele momento, quando preciso não tem pra mim! Não me sufoca, me deixa.
Hoje me vejo repetindo esse padrão.
Então eu penso, eu devo ser muito cuzona mesmo, ou por alguma razão eu atraio gente assim. Mas semelhante atrai semelhante...
Será que eu gosto, em algum nível, de ser cobrada por não dar aos outros o que eles querem? Será que dentro de mim, na verdade, eu dou o que eu aprendi que deveria dar, mas eu queria mesmo era receber? e eu não recebo nada. desculpa crianças, eu sinto falta de um monte de coisas, eu só não peço... porque realmente acho desagradável quando sou cobrada, não quero ser desagradável e ficar cobrando.
Mas no resumo da ópera, se eu preciso me esforçar tanto pra ser agradável, é porque eu sou muito desagradável.
porque simplesmente as pessoas não conseguem me amar como eu sou?  Por que ninguém me enxerga de verdade, e respeita minha historia, meu caminho e é agradável comigo sem ser falso?
Por que um dia todo mundo surta e vai embora?
Eu quero ficar sozinha pra dizer: olha, eu disse que ia ficar sozinha? mesmo que inconsciente eu me auto sabotando hard?
É o que faz sentido. Porque nisso tudo só posso mudar a mim, o padrão só vai deixar de ser um padrão quando eu mudar. De resto, vou continuar sendo essa vitima do mundo.
odeio.