segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Textão de final de ano

2018 foi um ano bom, finalmente, mas para dizer a importância que teve, preciso fazer um resumão a partir de 20 14.
Considerando que tudo no mundo acontece em ciclos, a minha vida se dá em ciclos de 7 em 7 anos. Nasci em 1986, 2014 encerrou um, 2015 começou outro. Esse ciclo que estou agora. E devo dizer que este veio com os dois pés no peito de tirar o fôlego.
Perdi o emprego, casei, nadei no cortisol e engordei 10 kg. Eu era ódio puro, não tinha coragem de sair de casa. Eu achava que tinha amigos, mas tinha uma bando de corvo. Tinha alguns amigos mas acabei cagando neles também porque desapareci do nada e não tive coragem de explicar o que tava acontecendo.
 "Vou ali me matar já volto"
Se eu já tinha um quadro de Transtorno de Ansiedade Generalizada, nesse momento eu fui pra depressão suicida.
A gente só pode atrair o que a gente é né, então eu trouxe atores que me irritavam ao extremo e me davam menos vontade de viver ainda, ahh foi muito antidepressivo com whisky.
Eu ganhei muitas multas de carro, perdi minha habilitação, perdi meu carro! Meus caros, quando a gente se encana com a miséria, a gente só pode atrair mais miséria.
2016 eu tava no alçapão do fundo do poço. Foi o ano de Baphomet... e o pulso ainda pulsa...
2017 eu notei que eu ainda tava viva, então eu vivia e morria daquele jeito ou eu morria tentando escalar aquela porra de poço. Então vai filha, escolha a sua dor e vai.
2018 cá estamos e eu escolhi a dor de subir o poço. Cravei as unhas naquelas paredes e subi, eu saí e daí?
Vixi, eu vou escrever um livro sobre tudo que tá acontecendo, porque é muita coisa!
Eu saí da depressão, ah isso sim, reconheço muitas curas que ainda preciso, mas já consigo ver isso, e isso é um grande passo.
Esse ano li tantos livros que nem sei dizer, virei uma biohacker pra entender como a mente se regenera, qual a caminho que faço pra melhorar. E apliquei tudo que fazia ou não fazia sentido. Quando você tá na merda você não questiona, e ás vezes era isso mesmo que você precisava pra parar de questionar... analise.
Meu primeiro start lá no ano passado foi numa palestra sobre liderança. A primeira ficha foi sair da posição de vítima, de colocar no outro a culpa.
"A culpa é minha eu coloco em quem eu quiser" Simpson, Homer 
Aí passei a colocar tudo a culpa em mim. porque se me incomoda, é comigo, se eu não posso fazer nada, eu não devo me incomodar. Isso aliviou meu fardo e me empoderou demais.
Tanto que tem gente que me cobra hoje de coisas que eu já nem entendo mais porque não cabe na minha realidade que parece que a pessoa tá falando árabe comigo.
Esse ano fiz coisas pela primeira vez, trabalhei um monte, me decepcionei também e nem quis morrer com isso. Deus me presenteou com gente maravilhosa que me acrescenta e que me deixa acrescentar.
2018 foi o ano da Gratidão. Tem até uma piada interna sobre esse termo, parece clichê, mas depois que você imanta a gratidão na vida não tem mais volta.
Hoje sou grata aos meus dias no deserto, sou grata à depressão, porque eu precisei dela pra ver o que eu vejo hoje, pra ser o que eu sou hoje.
Final da linha? Não... esse é só o começo. Finalizando sim esse ciclo de 7 anos em breve. Mas a vida nem acaba quando termina, então vai vendo.
Virei um foguetinho.
Meu desejo pra mim e pra vocês todos é que façam um 2019 melhor que puderem. E lembrem que a vida não acontece PRA gente, acontece DA gente.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

sick pattern

eu tive uma amiga há muito tempo atrás, que era meu grudinho. Era balada, barzinho, igreja e nada juntas.
Sou uma ótima ouvinte, posso ficar horas ouvindo meu amigos falarem assuntos que não me interessam nem um pouco, se isso os faz feliz.
Um dia ela começou a brigar comigo pq eu olhei no celular as 5 am e já era 6 am e eu não tinha mandado bom dia ainda.
Um dia, um raríssimo dia, queria alguém pra ouvir minhas merdas, aí não tive, não achei. Ao contrário ela vomitou em mim as besteiras que eu dizia, mas eu só precisava falar, pra ressignificar e a vida voltar ao normal. Mas não rolou, fiquei bem brava/chateada, ouço cada besteira, as vezes até sou ofendida, mas respeito aquele momento, quando preciso não tem pra mim! Não me sufoca, me deixa.
Hoje me vejo repetindo esse padrão.
Então eu penso, eu devo ser muito cuzona mesmo, ou por alguma razão eu atraio gente assim. Mas semelhante atrai semelhante...
Será que eu gosto, em algum nível, de ser cobrada por não dar aos outros o que eles querem? Será que dentro de mim, na verdade, eu dou o que eu aprendi que deveria dar, mas eu queria mesmo era receber? e eu não recebo nada. desculpa crianças, eu sinto falta de um monte de coisas, eu só não peço... porque realmente acho desagradável quando sou cobrada, não quero ser desagradável e ficar cobrando.
Mas no resumo da ópera, se eu preciso me esforçar tanto pra ser agradável, é porque eu sou muito desagradável.
porque simplesmente as pessoas não conseguem me amar como eu sou?  Por que ninguém me enxerga de verdade, e respeita minha historia, meu caminho e é agradável comigo sem ser falso?
Por que um dia todo mundo surta e vai embora?
Eu quero ficar sozinha pra dizer: olha, eu disse que ia ficar sozinha? mesmo que inconsciente eu me auto sabotando hard?
É o que faz sentido. Porque nisso tudo só posso mudar a mim, o padrão só vai deixar de ser um padrão quando eu mudar. De resto, vou continuar sendo essa vitima do mundo.
odeio.