sexta-feira, 17 de novembro de 2017

I can't save you



Desde o ano de 2008, ou 2009, já nem lembro mais, eu tento encontrar uma terapeuta a quem eu consiga me abrir, depois disso, preciso que ela me dê um feedback. Entre indas e vindas, devo estar na décima... ou  nona... Não é uma atividade fácil. Sem um plano de saúde, não é barato.
Minha primeira barreira foi me convencer que eu não era louca. Na verdade a primeira psicóloga procurei porque, dentre tantas questões, me chamavam de louca, e eu realmente me achava a pessoa mais normal do mundo. Eu morreria de tédio comigo mesma de tão normal.
Em diversos momentos, em diversas circunstâncias a terapia me ajudou. Ajudou também um traço da minha personalidade que é sentar comigo mesma e me analisar.
Susana, por que você quer isso ou aquilo? Por que precisa ser assim ou assado? Por que você é idiota a tal ponto? 
Sim, eu sempre fui muito dura comigo, ao ponto de eu mesma ser meu pior algoz. Uma das lições nesses meus longos anos (sim, longos, pois falo aqui de intensidade)  que eu deveria pegar mais leve. Pegar mais leve, não ser uma frouxa.
Então a quem interessar eu digo: Pegue leve às vezes, mas não afrouxe. Não será bom para você nem para quem está em volta.
Faça análise, faça autoanálise, se conheça. E se porventura você não se amar, se conserte. Olha, não tô falando que é fácil, eu acabei de sair do poço, estive dois anos nadando no lodo, e com propriedade eu digo que já que temos que viver, faça isso da melhor maneira que puder.
Se conheça, se ame. 
Se ame.
Seja o que você mais ama.
SEJA.
Observe-se mais.
Você pode esconder com um sorriso muitas coisas, mas o fedor das flores apodrecendo dentro de você não tem como disfarçar.
A quem interessar, eu falo com amor, eu falo pelo meu próprio desespero. Eu falo sabendo que experiência, infelizmente, é só pra gente, mas quem sabe alguém em algum momento possa entender o que estou falando e melhore...



 
 

quinta-feira, 9 de março de 2017

vomit

aí teve um dia que deu coragem de levantar de verdade, de abrir os olhos de verdade, apesar de estar imunda do lodo do fundo do poço.
Nada mudou... aqueles amigos continuam sendo bibelôs de uma passado que tenho nojo, independencia financeira nem lembro mais o que seja.
Criei muros para a maioria deles, e a cada ponte que crio, prefiro deixa-la bem estreita e perigosa pra não dizerem que criei mais muros do que pontes no final das contas.
Mas qual a vantagem? As pessoas continuam nojentas como quando desci. Falsas, sussurrando pelos cantos, dando indiretas ao inves de conversar como adultos.
Pensando bem não quero parar com minhas drogas, prefiro viver com elas, dopada, letárgica em relação à esse mundo nauseante, às pessoas horrorosas que acham lindas serem lascivas e apenas isso.
rasas..
vida rasa,.
não quero morrer, mas nem tenho medo da morte...  tenho medo mesmo é de continuar viva nesse covil escroto que é o mundo.
As belas mulheres a lápis e tinta de Zachary Johnson: