Não estou dramática em relação a completar 30 anos, estive ao completar 29, porque era quase trinta, então o pior já passou. Não completei 30, mas o drama é interno.
Não, não parei com minhas piras e meus dramas, infelizmente, só tratei esse lance de fazer trinta.
Aceitei ficar velha. O problema maior, foi ficar velha sendo nada do que sonhei ser. Não aceitei isso completamente, mas sei lá, aquela depressão mór que me fazia nadar no lodo passou.
Hoje estou mais intimista, estou fechadinha no meu mundo, não sei se isso é melhor, mas me resguardo. Porque me expus demais e expus o lado alegre e feliz, me recuso a expor o lado ruim, os tombos que levo, então as pessoas invejam mesmo, aí acham que você é aquele mar de sorte e bonança, e não de garra e batalha diária. Caí e tomei chute de tantos "amigos" que olha, quero distância. fazer trinta anos pra mim, significa não querer mais muitos amigos, voltei de onde comecei, eu e meus sketches. Sou bem mais feliz assim.
Eu sempre tive um relação estranha com a morte, as pessoas me acham mórbida. Mas assim, eu cresci numa cidade pequenininha, onde todo mundo conhece todo mundo, e eu sempre acompanhava minha mãe nas visitas aos velhinhos enfermos, e a gente ia em todos os velórios, e depois no enterro ela ia nos contando as histórias daquelas pessoas que estavam enterradas ali em volta. Eu gostava disso. Então eu, enquanto criança, sempre tive contato com o ciclo completo da vida desde cedo, a velhice, a doença, a morte, o fim da vida e a eternização da vida por meio das histórias de quem guardou na memória aquelas pessoas. Não acho mórbido, acho respeitoso, acho que jamais devo esquecer que a morte vem, e vem pra todo mundo, inclusive pra mim, queira ter vivido bem ou não.
Eis meu pânico: ter vivido bem ou não.
Esse ano está bem mórbido, Deus está fazendo uma banda de rock no céu, talentos estão sendo ceifados loucamente, ontem foi o Prince. Tão jovem, 57 anos! e eu estou morrendo de agonia para saber a causa mortis. Em 2014 o vocalista Da Static X morreu de overdose de drogas lícitas, ele tinha depressão. Eu li a matéria bem depois, quando a esposa dele se matou de saudade dele quase 1 ano depois. Eu chorei horrores e tive um dia péssimo. Não raro eu me pego lendo sobre Heath Ledger, que teve o mesmo fim, overdose por drogas lícitas.
Eu que sempre fui tão natural, hoje me pego viciada em drogas controladas.
Eu tenho medo, tenho medo de ter uma overdose dessas. Eu sei que o que o médico me recomenda não vai me dar nada, vai me fazer bem na verdade, o problema é nos dias de down, que eu quero, que eu sei que tenho uma arma nas mãos, é quando eu misturo com álcool. Posso acabar como eles. Mas uma coisa é certa, todo mundo acaba quando tem que acabar. Mas e aí, se eu acabar aos 30, o que de fato valeu a pena? o que foi que eu fiz direito?
Não, não parei com minhas piras e meus dramas, infelizmente, só tratei esse lance de fazer trinta.
Aceitei ficar velha. O problema maior, foi ficar velha sendo nada do que sonhei ser. Não aceitei isso completamente, mas sei lá, aquela depressão mór que me fazia nadar no lodo passou.
Hoje estou mais intimista, estou fechadinha no meu mundo, não sei se isso é melhor, mas me resguardo. Porque me expus demais e expus o lado alegre e feliz, me recuso a expor o lado ruim, os tombos que levo, então as pessoas invejam mesmo, aí acham que você é aquele mar de sorte e bonança, e não de garra e batalha diária. Caí e tomei chute de tantos "amigos" que olha, quero distância. fazer trinta anos pra mim, significa não querer mais muitos amigos, voltei de onde comecei, eu e meus sketches. Sou bem mais feliz assim.
Eu sempre tive um relação estranha com a morte, as pessoas me acham mórbida. Mas assim, eu cresci numa cidade pequenininha, onde todo mundo conhece todo mundo, e eu sempre acompanhava minha mãe nas visitas aos velhinhos enfermos, e a gente ia em todos os velórios, e depois no enterro ela ia nos contando as histórias daquelas pessoas que estavam enterradas ali em volta. Eu gostava disso. Então eu, enquanto criança, sempre tive contato com o ciclo completo da vida desde cedo, a velhice, a doença, a morte, o fim da vida e a eternização da vida por meio das histórias de quem guardou na memória aquelas pessoas. Não acho mórbido, acho respeitoso, acho que jamais devo esquecer que a morte vem, e vem pra todo mundo, inclusive pra mim, queira ter vivido bem ou não.
Eis meu pânico: ter vivido bem ou não.
Esse ano está bem mórbido, Deus está fazendo uma banda de rock no céu, talentos estão sendo ceifados loucamente, ontem foi o Prince. Tão jovem, 57 anos! e eu estou morrendo de agonia para saber a causa mortis. Em 2014 o vocalista Da Static X morreu de overdose de drogas lícitas, ele tinha depressão. Eu li a matéria bem depois, quando a esposa dele se matou de saudade dele quase 1 ano depois. Eu chorei horrores e tive um dia péssimo. Não raro eu me pego lendo sobre Heath Ledger, que teve o mesmo fim, overdose por drogas lícitas.
Eu que sempre fui tão natural, hoje me pego viciada em drogas controladas.
Eu tenho medo, tenho medo de ter uma overdose dessas. Eu sei que o que o médico me recomenda não vai me dar nada, vai me fazer bem na verdade, o problema é nos dias de down, que eu quero, que eu sei que tenho uma arma nas mãos, é quando eu misturo com álcool. Posso acabar como eles. Mas uma coisa é certa, todo mundo acaba quando tem que acabar. Mas e aí, se eu acabar aos 30, o que de fato valeu a pena? o que foi que eu fiz direito?
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