terça-feira, 25 de outubro de 2016

the hell is here

Você pinta o cabelo para chamar a atenção
-eles dizem
Você quer tatuar e faz essas tatuagens porque quer aparecer!
- é o discurso mais recorrente
Poxa, eu os observei tanto pra conseguir ser um de vocês, mas, me tornei uma aberração maior ainda
Apenas...
Vocês não conseguem ter a sensibilidade de tentar me respeitar
Vocês dizem que eu não entendo a bíblia, mas eu percebo que você não entenderam nada sobre o que é SER um cristão
Vocês falam demais
Vocês me perturbam demais
Eu nunca ficarei feliz quando vocês fazem cara de nojo
Quando vocês reprovam
Na verdade nem precisavam aprovar, apenas não queria ouvir mais nada.
Apenas parem de infernizar minha mente




segunda-feira, 30 de maio de 2016

your apologies

Não sou uma vítima, mas o mundo gosta delas.
Embora eu me encasule em mim mesma, esteja há um tempo fora de circulação, nem digo tudo que me sufoca. E o que eu sou no final? A fria sem coração.
De repente me arrependo de ter me envolvido com alghunns seres humanos, quero varolizá-los, quero dizer quão boas pessoas são, mas a minha vontade real é vomitar a injustiça que despejam em mim.
Aí voltam e pedem desculpas...
O que eu faço com suas desculpas, agora?
Eu já aprendi que não tenho amigos, tenho pessoas que me cercam enquanto servimos umas pra outras.
Eu já desisti de muita coisa, já parei com muitos planos.
Agora não sei nem onde por essas desculpas... é um alívio pelo menos um reconhecimento de que eu também sou um ser humano, não aquela estátua fria feita de metal que enxergam.
Sou forte sim, só cansei.
O que eu faço com essas desculpas agora? Finjo mais um pouco?

sexta-feira, 22 de abril de 2016

os 30, a morte, a overdose

Não estou dramática em relação a completar 30 anos, estive ao completar 29, porque era quase trinta, então o pior já passou. Não completei 30, mas o drama é interno.
Não, não parei com minhas piras e meus dramas, infelizmente, só tratei esse lance de fazer trinta.
Aceitei ficar velha. O problema maior, foi ficar velha sendo nada do que sonhei ser. Não aceitei isso completamente, mas sei lá, aquela depressão mór que me fazia nadar no lodo passou.
Hoje estou mais intimista, estou fechadinha no meu mundo, não sei se isso é melhor, mas me resguardo. Porque me expus demais e expus o lado alegre e feliz, me recuso a expor o lado ruim, os tombos que levo, então as pessoas invejam mesmo, aí acham que você é aquele mar de sorte e bonança, e não de garra e batalha diária. Caí e tomei chute de tantos "amigos" que olha, quero distância. fazer trinta anos pra mim, significa não querer mais muitos amigos, voltei de onde comecei, eu e meus sketches. Sou bem mais feliz assim.
Eu sempre tive um relação estranha com a morte, as pessoas me acham mórbida. Mas assim, eu cresci numa cidade pequenininha, onde todo mundo conhece todo mundo, e eu sempre acompanhava minha mãe nas visitas aos velhinhos enfermos, e a gente ia em todos os velórios, e depois no enterro ela ia nos contando as histórias daquelas pessoas que estavam enterradas ali em volta. Eu gostava disso. Então eu, enquanto criança, sempre tive contato com o ciclo completo da vida desde cedo, a velhice, a doença, a morte, o fim da vida e a eternização da vida por meio das histórias de quem guardou na memória aquelas pessoas. Não acho mórbido, acho respeitoso, acho que jamais devo esquecer que a morte vem, e vem pra todo mundo, inclusive pra mim, queira ter vivido bem ou não.
Eis meu pânico: ter vivido bem ou não.
Esse ano está bem mórbido, Deus está fazendo uma banda de rock no céu, talentos estão sendo ceifados loucamente, ontem foi o Prince. Tão jovem, 57 anos! e eu estou morrendo de agonia para saber a causa mortis. Em 2014 o vocalista Da Static X morreu de overdose de drogas lícitas, ele tinha depressão. Eu li a matéria bem depois, quando a esposa dele se matou de saudade dele quase 1 ano depois. Eu chorei horrores e tive um dia péssimo. Não raro eu me pego lendo sobre Heath Ledger, que teve o mesmo fim, overdose por drogas lícitas.
Eu que sempre fui tão natural, hoje me pego viciada em drogas controladas.
Eu tenho medo, tenho medo de ter uma overdose dessas. Eu sei que o que o médico me recomenda não vai me dar nada, vai me fazer bem na verdade, o problema é nos dias de down, que eu quero, que eu sei que tenho uma arma nas mãos, é quando eu misturo com álcool. Posso acabar como eles. Mas uma coisa é certa, todo mundo acaba quando tem que acabar. Mas e aí, se eu acabar aos 30, o que de fato valeu a pena? o que foi que eu fiz direito?


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

not for bad... but we all are alone

Não raramente as pessoas me dizem: mas você é muito nova pra pensar assim!
Bem, eu não sou tão nova assim, eu sei que pareço um bebê, gente. E eu sei que pareço uma tonta feliz, minha cútis é bem cuidada e eu não transpareço em rugas minhas agonias e minha maturidade.
Não transparecer é diferente, muito diferente de não tê-las.
Quando, mundinho raso, você aprenderá que nem tudo que reluz é ouro?
Não fui criada num conto de fadas, embora fugi muitas vezes pra ele, mas vejo adultos descobrindo reflexões que faço desde que me descobri ser humano.
Talvez meu tempo na Terra será mais curto e eu passei bem rápido pelas escolas da vida.
Passei pelo luto, mas antes questionei o valor da vida, o valor do indivíduo o que é amar o próximo, em quem é esse próximo.
Me decepcionei, repetidas e repetidas vezes, e chorei mais do que achei possível. Mas eu parei, eu refleti sobre, entendi que isso vem da expectativa que crio, que é maldade minha colocar nos outros a ilusão de que eles são o que eu quero que eles sejam, e mais, é burrice minha esperar que os outros me agradem.
E  tem gente que não vai encaixar mesmo, apenas.
Já surtei, já quis ser irracional pra ver se doía menos, já consigo amar minhas inimizades. Já andei rápido, já diminuí a marcha. E já cansei de tentar acompanhar alguém fora do meu ritmo.
Já quis morrer, mas não quis fazer isso a toa, queria morrer a menos que eu pudesse dar o resto da minha vida pra alguém que desejasse muito viver mas não pudesse.Só que não deu.
Minha cabeça está a frente do meu coração, e eis que piro ás vezes porque sei que devo mas não quero, e detesto fazer o que não quero, embora já faça algum sentido fazer quando faz sentido.
Eu não gosto de dividir meus conceitos com as pessoas porque nossas experiências só servem pra gente. Minhas especulações sobre a vida fazem sentido pra mim porque eu questionei, porque meu pai morreu e porque ele era ele. Só vai fazer sentido pra alguém quando algo semelhante acontecer. E não só isso, tem muita muita, mas muita coisa que aconteceu comigo e me fez ser a velha em carcaça de jovem que você nem acreditaria.
Só acho que evolução acontece o tempo todo, pra todos, cada um a seu tempo, e por isso mesmo estamos sozinhos nessa caminhada, porque posso momento é diferente um do outro, nosso crescimento também.