Normalmente acordo tarde e passo o dia sem maquiagem, só o protetor solar porque eu realmente tenho medo do sol. Eu tenho sardas.
Se acordo mais ou menos no horário consigo assistir o sol nascendo da rodovia. Ele começa o espetáculo bem de frente pra mim.
Hoje eu acordei cedo mesmo, nem consegui ver o sol nascer. Ele deve estar nascendo agora, mas as janelas são fumê e não consigo ver lá fora.
Com tempo sobrando já fui ao banheiro fazer a maquiagem. BB Cream na cara, esfumaça o preto nos olhos. Diga olá para a Susi de cada dia.
Essa que nunca será a funcionária do mês, mas nem liga, basta fazer direito o que se propõe a fazer.
Nerd sem o orgulho nerd... pelo menos não no ambiente de trabalho.
Tudo parece tranquilo e encaixado, mas o mundo é um caos. Susi segue a vida com cara blasé e olho contornado. Dane-se! esse mundo gosta mesmo é do meu batom laranja supertrend.
Hoje não assisti ao espetáculo do sol. Mas eu gosto mesmo de dirigir no escuro e quando as ruas estão vazias e tudo parece que é só pra mim. Tenho medo do sol. Mas amo o show de aparição e de sumiço dele. Mas o que importa? É um prazer desses bem particulares que deleito-me sozinha.
Falando em deleites acompanhada de mim mesma, essa é uma velha máxima da minha vida.
O que toca nos meus fones de ouvido criam uma redoma ao meu redor, minha sala, meu mundo. Não divido porque sei que não apreciam como eu aprecio. Então não quero que olhem com desprezo para meus prazeres. E todo mundo tem o direito de não gostar. Por isso não ofereço convites para entrarem na minha redoma. É meu imaculado espaço. Minha mente, meu buraco negro, meu abraço secreto.
Perto da minha casa tem um caminho estreito que liga o bairro á rodovia. As árvores fazem um túnel pela estradinha e deixam o sol passar bem aos poucos por suas folhas. Tenho a sensação de estar num mundo de duendes e fadinhas roxinhas aladas. Uma pena que hoje há muito movimento de carros... imposível sentar e curtir as fadinhas voando ao meu redor.
De qualquer forma, a tendência é curtir os túneis e o show do sol de dentro do meu carro. Gosto da redoma que ele me proporciona. Embora não seja tão seguro assim, na verdade me sinto mais exposta até. Mas de alguma forma é meu camarote.
Nos meus fones de ouvido fico ouvindo exercícios vocais para canto lírico, e adoro. Certamente se estivesse audível pra todo mundo aqui seria muito ridículo. Mas sigo com fones de ouvido e batom laranja.
Importa o que mostro, o resto é meu deleite particular.
Não me importa participar ou não do mundo de fora, só aqui dentro consigo paz, consigo sorrir meu sorriso banguela e honesto. Pra vocês, meu sorriso conquistado com 6 anos de aparelho nos dentes, clareamento artificial e um batom de boa qualidade.
Passarei o dia na minha tela azul turquesa, mas aqui dentro eu tenho uma explosão de aquarela, com tons pastéis, preto e sangue. Mas ainda é meu, e não tem covites a venda, a porta está trancada, te deixo uma fresta apenas pra espiar, mas de forma que jamais interfira no meu mundo enquanto eu assistir a chuva como se fosse um filme inédito na sua TV imensa de ótima resolução.
Se acordo mais ou menos no horário consigo assistir o sol nascendo da rodovia. Ele começa o espetáculo bem de frente pra mim.
Hoje eu acordei cedo mesmo, nem consegui ver o sol nascer. Ele deve estar nascendo agora, mas as janelas são fumê e não consigo ver lá fora.
Com tempo sobrando já fui ao banheiro fazer a maquiagem. BB Cream na cara, esfumaça o preto nos olhos. Diga olá para a Susi de cada dia.
Essa que nunca será a funcionária do mês, mas nem liga, basta fazer direito o que se propõe a fazer.
Nerd sem o orgulho nerd... pelo menos não no ambiente de trabalho.
Tudo parece tranquilo e encaixado, mas o mundo é um caos. Susi segue a vida com cara blasé e olho contornado. Dane-se! esse mundo gosta mesmo é do meu batom laranja supertrend.
Hoje não assisti ao espetáculo do sol. Mas eu gosto mesmo de dirigir no escuro e quando as ruas estão vazias e tudo parece que é só pra mim. Tenho medo do sol. Mas amo o show de aparição e de sumiço dele. Mas o que importa? É um prazer desses bem particulares que deleito-me sozinha.
Falando em deleites acompanhada de mim mesma, essa é uma velha máxima da minha vida.
O que toca nos meus fones de ouvido criam uma redoma ao meu redor, minha sala, meu mundo. Não divido porque sei que não apreciam como eu aprecio. Então não quero que olhem com desprezo para meus prazeres. E todo mundo tem o direito de não gostar. Por isso não ofereço convites para entrarem na minha redoma. É meu imaculado espaço. Minha mente, meu buraco negro, meu abraço secreto.
Perto da minha casa tem um caminho estreito que liga o bairro á rodovia. As árvores fazem um túnel pela estradinha e deixam o sol passar bem aos poucos por suas folhas. Tenho a sensação de estar num mundo de duendes e fadinhas roxinhas aladas. Uma pena que hoje há muito movimento de carros... imposível sentar e curtir as fadinhas voando ao meu redor.
De qualquer forma, a tendência é curtir os túneis e o show do sol de dentro do meu carro. Gosto da redoma que ele me proporciona. Embora não seja tão seguro assim, na verdade me sinto mais exposta até. Mas de alguma forma é meu camarote.
Nos meus fones de ouvido fico ouvindo exercícios vocais para canto lírico, e adoro. Certamente se estivesse audível pra todo mundo aqui seria muito ridículo. Mas sigo com fones de ouvido e batom laranja.
Importa o que mostro, o resto é meu deleite particular.
Não me importa participar ou não do mundo de fora, só aqui dentro consigo paz, consigo sorrir meu sorriso banguela e honesto. Pra vocês, meu sorriso conquistado com 6 anos de aparelho nos dentes, clareamento artificial e um batom de boa qualidade.
Passarei o dia na minha tela azul turquesa, mas aqui dentro eu tenho uma explosão de aquarela, com tons pastéis, preto e sangue. Mas ainda é meu, e não tem covites a venda, a porta está trancada, te deixo uma fresta apenas pra espiar, mas de forma que jamais interfira no meu mundo enquanto eu assistir a chuva como se fosse um filme inédito na sua TV imensa de ótima resolução.
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