terça-feira, 30 de abril de 2013

politically aware

Já disse que nem curto esse mundo politicamente correto né. Se não, tô falando agora, esse mundinho politicamente correto me cansa.
Esse bando de gente repudiando o Feliciano, por exemplo, como se algum deles realmente se importasse com política. Não, não apoio o cara porque ele fala muita merda. Mas é meio ridículo exigir um bom governante quando não se sabe o caminho nem da lata de lixo.
Meu ponto de vista chega a soar incoerente, mas assim:
Uma coisa é a política, eu não preciso ser a favor ou contra alguma vertente, eu só preciso tratar todo mundo igual. Isso vale para o Tiririca que só faz lei para artistas circences, Willis que só faz pra gay. Isso tá errado, tem que fazer pra todos. Ninguém é melhor que ninguém, nem mesmo os que se sentem por baixo, ou que não tiveram direitos por muito tempo.
Sou a favor do casamento gay. Legalmente falando, porque dentro da igreja sou contra. Não acho que Deus não abençoe, mas acho que fere os princípios bíblicos para se acontecer um casamento, pelo menos no religioso precisa ser o plug e a tomada. Agora para diante das leis, acho inclusive necessário que seja regularizado a família gay como familia. Pagam impostos como qualquer outro, estão formando uma família e o governo precisa sim trata-los como iguais.
Agora fazer uma lei específica para penalizar quem bate em gay é ridículo. Quem bate em alguém por motivo torpe deve ser penalizado, independente qual seja esse motivo. E preconceito é um motivo torpe.
Pra mim é igual esse lance de cotas pra negros em universidades... juro que não sei a diferença que eles tem da população dita branca. Não entendo essa divisão. Pra mim é meramente estatística, precisam aumentar o numero de negros nas faculdades... sei lá, acho que não é por aí porque, eu mesmo na condição de branca, nunca estudei em escola particular e não tenho benefícios, nem tive grana para pagar cursinho, mas ainda assim privilegiam alguém pela cor da pele. Oh please, isso sim é preconceito.
O mundo trata como preconceito qualquer coisinha. Lembro uma vez no ensino médio, toda pessoa que porventura parasse no meio da roda ganhava a musiquinha do "macaco no meio da roda". Uma vez cantei pra uma garota negra que ficou muito irada comigo, naquele ano nem olhou mais na minha cara. Juro que não entendi... porque eu teria que mudar a música pra ela? Eu não sabia que ela se sentia um macaco, pra mim ela era minha amiga igual a todas, a música era a mesma pro todos. Mas se é assim vamos criminalizar todos os que me ridicularizaram por ser baixíssima, magrela e despeitada. Sei lá, adversidade faz a gente crescer, e a musiquinha nunca teve essa conotação.

Então agora a gente tem que virar robozinho que ama os bichos e finge entender de política.
Esse lance de cachorrinhos é engraçado tb. Não sei, mas muitos ativistas possuem yorkshires, poodles em casa. Na boa, eu tenho um viralata, cego e caolho, manco e ingrato em casa. Nem por isso fico desejando sua morte por você deixar de adotar um cão para comprar um que eleve seu status social.
Repudio sim humanóides toscos atrás do volante. Gente que gasta fortunas com o carro, surta por um risco que o gato da vizinha fez, mas não tem coragem de esperar um pedestre terminar de atravessar a faixa antes de cruzar o sinal que abriu neste milésimo de segundo. Sim, o Feliciano te representa se você é desses.
O que eu quero dizer com tudo isso é que: Cuide do micro, que o macro será apenas um reflexo. Se todo mundo fosse de fato educado, político e justo no seu dia-a-dia, certamente teríamos melhores representantes, os problemas sociais seriam menores. Mas não, a gente quer que o mundo seja perfeito, mas é duro enxergar a bosta que somos.