quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

living on hard mode

Aposto que não existem 10 pessoas que me conhecem. O que é até bom ás vezes. Que achem que sou uma patricinha, que estudei em faculdade de playba bancada pelos pais, que tenho carro (depois de muitos anos) bancado pelo avós, que minhas compras de melissas e opera rock são trocos de pão pra mim.

Bitch, please...

Na verdade tudo é regalo pra mim, que fui obrigada a viver a vida no Hard Mode. Eu mereço. ME-RE-ÇO.

Nunca tive vida social, salvo uns pontos isolados na historia- o que tornou tudo mais hard.

Sempre estudei em escolas podres do estado, mas estudei muito. Nunca pagaram minha faculdade e comecei 3, terminei uma e estou entrando para a segunda. Comprei meu carro, pago meu cabeleireiro, minhas contas, minhas roupas, minhas baladas.

Mas odeio tudo isso... Adoro poder escolher o que vou fazer, mas se existe o soft mode, era esse que eu queria!

Imagina trabalhar com o que gosta desde o princípio e não ter que se preocupar em ganhar dinheiro antes pra ganhar dinheiro e ser feliz um dia, talvez...

Legal mesmo é comprar minhas melissas sem ligar pro preço, mamãe paga mesmo. É montar meu próprio negócio com capital da família!

Mas não, cá estou no hard mode montando tijolinho por tijolinho. Sonhando a longo prazo porque sorte é um elemento impalpável que eu definitivamente não disponho.

Dizem que com isso eu valorizo mais as coisas, eu crio mais responsabilidade... ¬¬ Bite me! queria o soft mode do mesmo jeito.

Hoje já estaria fazendo pós em alguma coisa de arte, provalvemente não teria gastrite, cabelos brancos ou tecido adiposo em excesso.

Soft mode também tem ótimos benefícios! Ahhh como os almejo.

O fim da picada foi ler hoje uma reportagem, que não merece link, sobre cases de sucesso de mulheres que fazem home office de seus próprios negócios. Todas agradecem à família e ao marido por serem apoio e incentivo- inclusive financeiro. Meu bem, isso aí não é case de sucesso não, experimenta viver no hard mode, experimenta. Experimenta ter boletos pra pagar e você não ter a opção de colocar para o maridão pagar, experimenta...

Humpf... sucesso... vocês que jogam no soft mode não sabem o que é sucesso. Favor continuar seus joguinhos, mas calem suas bocas, obrigada.

 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

enough

Inevitável essa sensação desagradável de não pertencer.
Na verdade quando alguém me cobra isso eu fico muito brava, porque eu não cobro ninguém, eu não fico de mimimi pra ninguém. Não costumo ficar... mas hoje está sendo inevitável.
Estou dos dois lados de uma mesma moeda. Entendo os dois lados. Odeio ambos...
O fato é que não se pode esperar nada de ninguém. Não simplesmente pra que você não se decepcione no final, mas porque ninguém tem que servir você, ninguém tem que gostar de você. E você é uma merda igualzinho ao resto... então relaxa, tamo junto.
Amigos pra sempre, nunca vi, nem comi, só ouço falar. Bem, tem gente que amo pra sempre, independente se vejo com frequência, se não converso mais, amor é amor, ponto. Mas não conto com ninguém. Somos sozinhos.
Vez ou outra aparecem anjos e demônios pra dar a mão, depois eles vão embora. Ninguém vai ficar, ninguém precisa ficar, ninguém é propriedade de ninguém. então, queridos (me incluo), saiba que neste mundo tereis aflições e SÓ uma coisa serve: a graça de Deus te basta, mais NADA. Entende isso? Não estou fazendo poesia, isso é verdade nos meus poros: Tua graça me basta...
Ou deveria...