terça-feira, 17 de julho de 2012

essay on jealousy

Texto que escrevi em 8/05/2012, mas o assunto não sai dos trending topics da minha vida


Tenho a leve impressão que homens, em sua maioria são gays. Gays são homossexuais, certo?  Etimologia...
HOMO = igual HETERO= diferente.
Explico:
É incrível como eles gostam de pessoas como eles: que gostem de futebol, de PS3 e rock pesado e "coisas de homem"! Ponto pra eles porque cada vez mais mulheres e homens gostam das mesmas coisas. Acho que isso é evolução mesmo, porque somos animais e temos o instinto de preservação da espécie e sobrevivência muito grande, logo se é isso que vocês querem, é isso que você terão! Seremos homenzinhos sem pipi.

Todos conhecem a moda de calças e shorts boyfried, aquela coisa mais soltinha e talz para garotas, agora li uma nomenclatura engraçadinha, a calça girlfriend pra eles, aquela coisa coladinha a là rockers dos anos 80, ou restart, ou sertanejo! tá tudo bagunçado mesmo!

Por mim tudo bem, odeio ser mulher mesmo, mas fato é que eu sou mulher!! E alguém mais próximo disso é um gay. Usando um pouco de lógica: se eu quiser alguém sensível, que me entenda, que perceba quando eu to triste, que goste de rock melódico e de fazer compras eu quero outra mulher! Mas eu odeio mulher!! eca eca. Talvez um gay, mas gays gostam de homens, e eu não tenho pipi nem testosterona em excesso.

Até gosto, mas não posso dizer que curto muito: games. Homens ficam loucos quando conhecem uma mulher que também curte. Na boa, se alguém gostar mais de sapato que eu, declararemos falência juntos e em menos tempo. Mas ok, games são uma forma de sociabilizar (defendem os nerds) e é só um exemplo também. Mas lembro bem que quase apanhei do meu x-boyfriend corintiano quando ganhava dele nos jogos de lutinha. O que me leva a crer que ele precisava de uma mae, e não uma namorada. Enfim...

Definitivamente odeio ter que delimitar: cosas de meninos, coisas de meninas. Mas decidam-se, podemos invadir o mundo de vocês ou não?

Gosto das cosias mais práticas: tem cosias que gostamos juntos, tem coisas que gostamos separados, nos damos bem mesmo assim e isso nos faz pessoas melhores- convivemos com o diferente, que ao mesmo tempo tem coisa em comum e viveremos felizes para sempre. Adoro a matemática simples quase inútil! asshauhas

Minha amiga tem uma teoria que gosto muito. Não é regra, mas gosto muito. Legal mesmo é namorar um cara do seu meio de lazer, porque vocês se divertem juntos. Agora namorar alguém do seu meio de obrigação (ex: trabalho), você tem mais momentos chatos em comum do que os legais. Como disse não é regra, mas faz sentido, e eu prefiro também.

Mas daí o cara casa com uma mulher que não sei o que tem em comum com ele. O oposto, do tipo "nasceu pra casar" quietinha, fala baixo, finge ser educada, não sai de casa, e é ciumenta até. E euzinha tenho o trabalho em comum com ele, e uma coisa ou outra que a gente descobriu conversando. Ele é casado e pim, virei homem pra ele e ele se tornou assexuado pra mim. Um dia a gente se encontra num lugar de lazer, e eu tô fantasiada de mulher com salto e maquiagem e a esposa dele reparou nisso antes dele. Talvez se ela não comentasse ele nem ia notar, ou ia mas ficaria quieto e isso sequer mudaria o dia dele.

Ela _ Bonita né, quem é?
Ele _ É, trabalha comigo.
Ela _ Ah é bonita é? trabalha com ela é? cachorro!

??????????????????????????

Me explica qual a vantagem de demonstrar sua insegurança, querida... E culpa é de quem se você me achou gata?

Sim, meu ego infla, mas é com você que ele vai embora, sua retardada!

Eu sou ciumenta, na verdade eu só odeio não ter o que as outras mulheres em volta do meu macho alfa tem. Então não me faltando atenção enquanto sobra pra elas, blz. E prefiro não cutucar porque quem procura acha, mas se eu desconfiar eu vou querer saber, porque odeio ser a única a não saber. Mas alto lá! não é porque a mulher nasceu bonita que:

ela é promíscua,
ela vai dar em cima do meu bofe,
meu bofe é o cara mais gato da festa,
ele vai me trocar porque eu sou a mais chata e horrorosa do universo!

Essa conta não faz muito sentido. Isso tudo só explica uma coisa: eu sou muito insegura.
E se eu sou insegura a culpa não é da bonitona lá... ponto pra ela que além de bonita tem uma brecha.

Isso tá virando manual tabajara:
_ Você é uma corna? Tá cansada de se deparar com piriguetes em volta do seu homem? seus problemas acabaram! Adquira agora o livro de auto-ajuda da mãe Susana e seja feliz e poderosa! Um tapa na cara pra você que entrar em contato agora!

shausha loser!

Na verdade agora eu estou meio brava com isso porque eu sempre fico com receio de ir a um evento por conta delas! Que surtam porque eu existo! E olha que nem sou bonita! Mas veja só que monstro vocês criaram! Eu não posso me divertir por culpa do pitizinho de vocês, e no fundo no fundo toda vez que vocês dão dessa eu quero mais é brincar com meus pseudo poderes e testar a felicidade de seus homens! Sorte suas que eu tenho berço e cuido bem do meu monstro pra ele ficar quietinho, mas eu só garanto a mim, e aquela bonitona de verdade ali hein?

Raivinha a parte, dica de ouro da tia Susi:
Coisas você compra e as têm. Elas se tornam suas e você empresta quando bem entender.
Pessoas ficam do nosso lado porque QUEREM, você não as possui. Os contratos feitos são de parceria, não de posse. É muito melhor quando ele volta porque quer voltar, se ele não voltar, paciência, melhor um homem inteiro pelo tempo que ele quiser ficar, do que ele beijar você pensando em outra porque você é uma chata.

Relacionamento é como segurar areia: Se vc abre a mão, o vento leva, se você aperta demais escapa pelos dedos.
Eu seii eu sei, tem muito, mas MUITOOO homem filhodaputa por aí, às pencas, mas cada um sabe onde se mete vai. A gente fica burra quando se apaixona, mas a gente sabe o vespeiro que a gente ta mexendo, só assume o risco... então assuma o risco. Tome pra você a culpa, não em mim!

Eu até posso ser a "piriguete" que vai roubar seu marido, mas quem deu brecha pra isso foi você, mesmo pq eu jamaaais me meteria com alguém comprometido! Quero é distância de encrenca que eu não tenha razão e mulher mais louca que eu! eu hein!



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Churchs- Part IV

Não gosto porque querem me dar uma receita de como tenho que fazer as coisas. Todas elas, como se a vida não fosse uma salada de sortimentos. Como se fosse mensurável cada coisinha, como se o inesperado não fosse obra de Deus, como se o choro, o sofrimento e o erro não fizessem parte do crescimento, mas do pecado.

Não gosto porque é melhor quem finge ser melhor, não gosto porque não me sinto a vontade em dizer que não concordo, não gosto porque o amor é plástico e ninguém quer enxergar, não gosto porque parece que o diferente nunca é aceito e é onde todos usam as maiores máscaras.

Quando não te sobra mais nada você começa a rever seus valores e aprender o que realmente importa. Daí você olha pra essa minha cara de patricinha mimada, com pose de forte e equilibrada e diz: rá! o que você sabe da vida, garotinha?

Bom, certamente sou uma garotinha, tenho receios e vontades beeem pueris, tenho uma armadura de mulher forte e bem sucedida, mas assim como cada um de vocês, essa é minha máscara, é o que eu uso por medo do fracasso, por medo daquela velha dor, por medo da rejeição, eu já faço isso por vocês. Mas o que eu sei? Muito mais do que você pode perceber.

Enquanto as teorias de massa querem cegar, eu crescia num evangelho que queria me tirar as vendas, e me pedia pra ser racional. Mas hoje quando sou racional eu estou sendo demoníaca... então não entendo porque eu tenho um cérebro que faz  essas conexões. Sou eu uma escolhida pro mal? Pra plantar a discórdia? Sou eu mesmo aquilo que eu costumo brincar: a bruxa má do conto que faz as histórias acontecerem, mas que no final está sempre errada?

Talvez... ao mesmo tempo que vocês dizem que Deus me ama, vocês dizem que ele abomina bocas abertas como eu.
Mas a minha pouca experiência de vida me mostra o contrário. E mais do que acreditar nas obras de Deus no ouvir falar, eu acredito no que eu vi. E sabe o que eu vi? Deus amar um bêbado com nome de Jesus, mas que dizia odiar Jesus. Num belo dia a morte bateu à porta e ele viu que o Jesus de verdade que realmente se importava com esse homem troncho, errado e odiado. Sabe o que eu vi? Um homem fora dos seus padrões morais com um coração muito bom desses que você jamais descobriria por puro preconceito, ser recebido pelo Pai. Esse Deus que eu conheci era bom mesmo, misericordioso mesmo, daí eu entendi o sentido de que ele NÃO faz ascepção de pessoas. Somos todos iguais, acredite!

Não! Eu não quero justificar meus erros, só quero que a hipocrisia no mundo diminua um tico e você enxergue quão vil você é, quão injusto você é, como sua maneira de me medir está errada.

Sabe onde meus erros ou sei lá como posso chamar tudo isso me levaram? À maturidade. Aí você me diz: você? madura? ahaha. Bem, talvez não em tudo, óbvio, se não eu seria perfeita e eu nem precisava mais existir! ahah. Mas sim, acho, sem falsas modéstias, que minha maneira de enxergar o mundo é lúcida, é lógica e faz sentido. A questão é que foge do comum e as pessoas costumam me taxar de louca, de depressiva, de pessimista, de sem juízo.

A diferença é que eu não estudei o manual de como agir em sociedade antes de vir pra Terra. Então eu não moldei quem sou com essas forminhas de preconceito que a maioria. Na verdade quando pirralha eu lia Descartes e com ele aprendi como pensar: Tese, Antítese e Síntese. Pensar fora da bolha, pensar com a cabeça de quem está de fora sem colocar opinião ou certo ou errado, mas pensar puramente pra entender o que eu penso. No que acredito, porque acredito. Especialmente em porque tenho raiva, porque eu explodo, porque me decepciono.

Lamento tanto de a maioria achar que é normal ser ridículo. É normal não pedir desculpas, é normal calar-se ao invés de conversar, é normal gritar e humilhar ao invés de resolver as diferenças com amor.

Ah! mas o amor plástico não tem poder pra nada.

Minha felicidade é tão volátil. Minha paz de consciência limpa é real e não bloqueia sentimentos ruins, como esse que sinto exatamente agora de não pertencer.

Porque todas essas máscaras, todo esse amor plástico, toda essa falta de lógica eu não vou mudar, e eu não vou mudar a mim pra me adaptar. É como se eu retrocedesse na minha evolução. Me perdoe colocar dessa forma, mas é verdade.

Eu faço análise. Comecei procurando por um profissional dizendo que eu não gostava de mim, de que eu sinto não pertencer a lugar nenhum e tenho explicado o porque. Ajo como os outros também, mas não aceito tudo, algumas coisas eu aceito, eu abro mão porque acho válido, acho que se faz necessário se eu quiser fazer parte, mas no mais, não tenho intenção de mudar a mim. deu muito trabalho chegar aqui e cheguei por uma razão, e esse profissional sempre diz: vc não tem problemas com isso, na verdade você se cerca de pessoas diferentes demais.

Não, não sou uma leiga sem Deus. Obviamente Ele é grande demais para que eu o entenda, mas Ele não está longe e eu sei. Ele manda pessoas estranhas e Ele me mostra o objetivo de eu ser assim. Ele me manda outros "estranhos" que me completam e que certamente eu deixo alguma coisa com esses que passam. Concluo que isso que é tão condenado em mim, é tão usado por Deus.

E de repente, dentro da igreja, parece que o mundo é tão menor. Parece que nosso objetivo é tão pequeno. Esse amor que a gente fala não acontece entre a gente, porque é preferível não olhar mais para os desafetos do que consertar. É melhor aumentar historias dos outros do que até querer saber a verdade. Pior que isso! Espalhar a informação impunemente! como se a própria bíblia já não tivesse informado de que a língua é como fogo. E queridos, os ventos estão fortes, exatamente no ponto de espalhar sem apagar essas chamas destrutivas.

Digo que estar lá sem me enolver é bom. É bom ser anônima, é bom ter poucos amigos.
Mas cá estamos novamente nos "Extra Extra" dos burburinhos, na imaginação crescente dos desocupados, no ódio dos vingadores, na inveja das feias.

Bem vinda de volta ao mundo medíocre. Bem vinda à guerra fria, querida.
E aí pequena Susi! É aí mesmo que você quer ficar?


quarta-feira, 4 de julho de 2012

just do it

Eu falo demais.
Me dei conta que falo muito.
Problema algum se viesse combinado ao fazer também. Mas sabe o que eu faço? Lavo minhas mãos, não tomo partido pelo simples fato de não querer me estressar.

Eis que de repente eu acho isso tão covarde.
Não! sejamos honestos comigo, eu tomo partido de muita coisa, mas tem coisa importante qu eu ignoro por puro recalque, por incredulidade, mas seja o que for acho que não está certo.

Não viemos ao mundo a passeio, certo, e se algo está errado e eu estou vendo acho que preciso mesmo dar a minha contribuição para melhorar. Não é uma questão de mudar o mundo, mas ter a consciência leve de que se fez a coisa certa.

Tem coisas que são piores do que fingir que está dormindo pra não dar seu lugar a um idoso...
Não se trata de um idoso, mas acho que eu estou dormindo...
Eu já sei como isso funciona, eu já sei o quanto isso é quase inútil no sentido prático, eu sei o quanto isso doi mais em mim do que em quem deveria, mas ainda assim é um trabalho a ser feito.

Stand my ground...

Não tinha me dado conta. Achei que eu estava sendo legal e uma garota de bom coração em simplesmente perdoar. Mas o garoto de bom coração me mostrou que quem tem bom coração mesmo não aguenta ver tudo errado: ou tenta mudar ou vai embora. Não concordo em ir embora. Mas me incomodou ao ponto de eu notar que não tenho um coração tão bom assim.

Hora de rever conceitos e voltar atrás. Mas para o bem, pra fazer direito, não que eu queira ferrar alguém, mas acho que eu preciso carregar as pedrinhas pra mudar o mundo com as próprias mãos. Não há mágica por aqui.