É natural até certa idade o tal complexo de Cinderela, faz parte do crescimento, daí a gente abandona isso e passa a viver a vidinha sem graça que nos foi concedida, sem vitórias iminentes só porque se tem um coração bom e uma personalidade doce e meiga.
É sabido de quem me conhece que eu tive problemas pq isso durou um pouco mais que o necessário, mas hoje me sinto sem vendas e valorizo muito mais os vilões do que os mocinhos, os mocinhos são apáticos, os vilões fazem a história! O que faz de mim uma pessoa muito ruim num mundo onde ninguém abandonou a fantasia.
Sou fria demais? talvez... ou talvez só realista... talvez prática...
Li certa vez, que querer sem princesinha é saudável pq como parte da nobreza a pessoa se sente responsável por mudar o local onde vive e mais um monte de blablabla, opinião que de fato torna o fato de querer ser princesinha bem mais nobre e aceitável. Mas ora, me poupe! Sabemos que não é assim. O que a gente espera mesmo quando idealizamos a princesa, não é o poder! É o poder de comrpar sapatos, de ser a mais bela da festa, de ser querida por todos, de casar com o príncipe encantado! Então não maqueia a verdade! É idelaização demais e isso não pode ser saudável.
Voltando pra realidade, ela pode ser legal ou chata conforme o olhar que você coloca sobre as coisas e situações.
Eu brinco de jogo do contente da Pollyana a todo momento, isso tem seus lados negativos também, a garota parece mais uma boba alegre! Ok, tem muita coisa boa pra agradecer e comemorar, mas a gente não pode ser besta ao ponto de achar que tudo é lindo assim.
Dizem que maturidade é isso aí, encarar a realidade como realidade.
Mas daí eu sou técnica, eu concordo com viver a realidade e fim, nada mais lindo que a verdade.
Mas daí eu tenho alma de artista e ser téncnica foi adquirido por uma questão de sobrevivência. Então eu posso dizer que a ignorância é uma bênção! Mais vale uma mentira feliz do que uma verdade dilasceradora. Vale eu brincar de conto-de-fadas e achar que ou serei feliz e que eu encontrei o caminho pra fonte da felicidade e da juventude.
Daí o livro acaba e volto pra vida real e penso... eu devo ser um personagem, não uma vida.
Pronto! esse é o ciclo sem fim do dilema eterno: eu quero ser real, ou quero brincar de ser feliz?

Um comentário:
Por isso adoro ler... me conformo bem entre aspas com a realidade, e vivo intensamente cada personagem dos livros que leio..queria ser atriz... só para poder encarnar outras pessoas...
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