quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

living on hard mode

Aposto que não existem 10 pessoas que me conhecem. O que é até bom ás vezes. Que achem que sou uma patricinha, que estudei em faculdade de playba bancada pelos pais, que tenho carro (depois de muitos anos) bancado pelo avós, que minhas compras de melissas e opera rock são trocos de pão pra mim.

Bitch, please...

Na verdade tudo é regalo pra mim, que fui obrigada a viver a vida no Hard Mode. Eu mereço. ME-RE-ÇO.

Nunca tive vida social, salvo uns pontos isolados na historia- o que tornou tudo mais hard.

Sempre estudei em escolas podres do estado, mas estudei muito. Nunca pagaram minha faculdade e comecei 3, terminei uma e estou entrando para a segunda. Comprei meu carro, pago meu cabeleireiro, minhas contas, minhas roupas, minhas baladas.

Mas odeio tudo isso... Adoro poder escolher o que vou fazer, mas se existe o soft mode, era esse que eu queria!

Imagina trabalhar com o que gosta desde o princípio e não ter que se preocupar em ganhar dinheiro antes pra ganhar dinheiro e ser feliz um dia, talvez...

Legal mesmo é comprar minhas melissas sem ligar pro preço, mamãe paga mesmo. É montar meu próprio negócio com capital da família!

Mas não, cá estou no hard mode montando tijolinho por tijolinho. Sonhando a longo prazo porque sorte é um elemento impalpável que eu definitivamente não disponho.

Dizem que com isso eu valorizo mais as coisas, eu crio mais responsabilidade... ¬¬ Bite me! queria o soft mode do mesmo jeito.

Hoje já estaria fazendo pós em alguma coisa de arte, provalvemente não teria gastrite, cabelos brancos ou tecido adiposo em excesso.

Soft mode também tem ótimos benefícios! Ahhh como os almejo.

O fim da picada foi ler hoje uma reportagem, que não merece link, sobre cases de sucesso de mulheres que fazem home office de seus próprios negócios. Todas agradecem à família e ao marido por serem apoio e incentivo- inclusive financeiro. Meu bem, isso aí não é case de sucesso não, experimenta viver no hard mode, experimenta. Experimenta ter boletos pra pagar e você não ter a opção de colocar para o maridão pagar, experimenta...

Humpf... sucesso... vocês que jogam no soft mode não sabem o que é sucesso. Favor continuar seus joguinhos, mas calem suas bocas, obrigada.

 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

enough

Inevitável essa sensação desagradável de não pertencer.
Na verdade quando alguém me cobra isso eu fico muito brava, porque eu não cobro ninguém, eu não fico de mimimi pra ninguém. Não costumo ficar... mas hoje está sendo inevitável.
Estou dos dois lados de uma mesma moeda. Entendo os dois lados. Odeio ambos...
O fato é que não se pode esperar nada de ninguém. Não simplesmente pra que você não se decepcione no final, mas porque ninguém tem que servir você, ninguém tem que gostar de você. E você é uma merda igualzinho ao resto... então relaxa, tamo junto.
Amigos pra sempre, nunca vi, nem comi, só ouço falar. Bem, tem gente que amo pra sempre, independente se vejo com frequência, se não converso mais, amor é amor, ponto. Mas não conto com ninguém. Somos sozinhos.
Vez ou outra aparecem anjos e demônios pra dar a mão, depois eles vão embora. Ninguém vai ficar, ninguém precisa ficar, ninguém é propriedade de ninguém. então, queridos (me incluo), saiba que neste mundo tereis aflições e SÓ uma coisa serve: a graça de Deus te basta, mais NADA. Entende isso? Não estou fazendo poesia, isso é verdade nos meus poros: Tua graça me basta...
Ou deveria...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

infatuation junkie

E todo sofrimento que eu causei me pesava, todo sofrimento que me causavam parecia excessivo para pagar meus pecados. De repente eu sou mesmo uma menina má que não mereça misericóridia. Mas aquela noite fui dormir engasgada com meu choro. Havia um grito sufocado na minha garganta, mas como sempre, eu não podia emitir som algum. Ele só crescia. Já tive noites piores, já tive meses piores, já tive anos sabáticos negros. Ninguém morre por isso, mas não exija de mim ser boa menina de bom coração, há sempre um preço a pagar quando se escolhe continuar viva depois de um acidente.
Um bom emprego, bons amigos (os melhores), boas oportunidades, boa saúde, sessões de análise semanais para garantir a sanidade dessa bomba que vos escreve. Faltava algo, faltava vida. A vida pode ser boa o que for, mas eu continuava a ser uma bomba. Um bomba magoada, lidando em silêncio com tantas decepções. Não quero pintar uma vítima, mas não exija que eu tenha um coração depois de tudo.

desapontamento
de.sa.pon.ta.men.tosm (ingl disappointment) 1 Surpresa desagradável que se sente ao ver falhar uma coisa com que se contava. 2 Decepção, desilusão.

Tentei me justificar diante de Deus, tentei fazer com que ele visse minhas razões, queria tanto que ele entendesse minhas necessidades, que ele perdoasse minhas ideias. Queria que ele visse que eu sou feliz por tudo que tenho, que sou grata por tudo que passei para ser quem sou hoje, mas queria que ele tivesse piedade das marcas, das cicatrizes que doem, dos ossos quebrados que eu não tenho coragem de movimentar outra vez. Aos poucos eu tenho, mas implorei por misericórdia, porque no fundo, eu estava sem a menor vontade de tentar, eu só sentia que precisava.

ansiedade
an.si.e.da.desf (lat anxietate) 1 Aflição, angústia, ânsia. 2 Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3 Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.

Medo e esperança. A esperança é aquela voz fraquinha de fundo. Se eu pudesse matava, mas dizem que ela é necessária. Não sei dizer, se eu acreditasse que é impossível eu não eperava por nada e não haveria com que me angustiar. Eu não precisaria ter medo de doer outra vez, eu saberia desde o começo. Ok... saber nunca foi vantagem. O medo é minha companhia mais presente.Não demorou muito a resposta veio no meio, mas bem no meio de uma bagunça vergonhosa, mas ao menos, as minhas mãos já estavam limpas.Um alívio para a bomba, menos ansiedade, parece que não vou mais explodir. Sensação boa de... de que eu sei que não mereço. Ok, estou esperando qual é a pegadinha.
Bastou uma semana e ouvi com todas as letras, repetidamente o que se passa. Esse é meu legado, contente-se com o que tem, não vai passar disso. Então eu extrapolo. Então eu quebro as regras, eu já cansei disso. Eu vou tirar a minha porção nem que seja a força. Se não for assim vai piorar, eu sei que vai.sabe o que eu sou? Um gatinho acuado.

medo
me.do
(ê) sm (lat metu) 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

O gato numa situação de perigo enverga as costas, arrepia os pelos e mostram os dentes. Ele espera parecer maior e mais perigoso. É o que eu faço o tempo todo. Por mais cordeirinho que possa me parecer, eu sei que me abrir pode me matar. Não é seguro colocar meu coração nas mãos de ninguém, não sei que cuidado teriam.E exatamente naquele momento em que baixei a guarda foi quando fiquei sem ar, foi quando perdi o ar por um motivo degradável.
Mas qual a novidade? Eu não sou boa moça, eu não sou pra casar, eu não pego no pé o suficiente...
Essa porcaria de coração não serve pra mais nada.

paixão
pai.xãosf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.

predileção... amor... ódio... impetuoso... impetuoso...Então eu sufoco, sufoco isso como sufoquei tantas outras coisas maiores, eu queria o gosto bom disso, mas envenena minhas veias. Minha memória continua muito forte, eu continuo com medo, cada vez mais medo. Preciso mostrar as garras.
Eu não quero fugir. Eu vou fingir que eu tento, eu vou sufocar pra que não cresça, eu vou aproveitar a parte boa como fazem os levianos.Tudo é muito sincero e poderia ser mais, mas não é permitido.
Honestamente não sei quem faz essas regras. Mas eu vou fingir ser moderna e libertária, vou fingir que não tenho sonhos, que não faço planos, vou fingir que não dói lá no fundo, vou fingir que tudo está sob controle. Vou me preocupar com o mundo ao redor, com o que você sente, com as pessoas que você se preocupa.
Eu sei que ninguém vem salvar a supergirl, vou fingir que ela não precisa, vou fingir que esse abraço não é a coisa mais perfeita do mundo e eu nem queria fica aí pra sempre, vou fingir que pra mim não significa nada você soltar minha mão quando todo mundo ta vendo, vou fingir que não me atinge nem me confunde quando você parece se importar comigo, e um dia acabo acreditando nas minhas mentiras.




terça-feira, 17 de julho de 2012

essay on jealousy

Texto que escrevi em 8/05/2012, mas o assunto não sai dos trending topics da minha vida


Tenho a leve impressão que homens, em sua maioria são gays. Gays são homossexuais, certo?  Etimologia...
HOMO = igual HETERO= diferente.
Explico:
É incrível como eles gostam de pessoas como eles: que gostem de futebol, de PS3 e rock pesado e "coisas de homem"! Ponto pra eles porque cada vez mais mulheres e homens gostam das mesmas coisas. Acho que isso é evolução mesmo, porque somos animais e temos o instinto de preservação da espécie e sobrevivência muito grande, logo se é isso que vocês querem, é isso que você terão! Seremos homenzinhos sem pipi.

Todos conhecem a moda de calças e shorts boyfried, aquela coisa mais soltinha e talz para garotas, agora li uma nomenclatura engraçadinha, a calça girlfriend pra eles, aquela coisa coladinha a là rockers dos anos 80, ou restart, ou sertanejo! tá tudo bagunçado mesmo!

Por mim tudo bem, odeio ser mulher mesmo, mas fato é que eu sou mulher!! E alguém mais próximo disso é um gay. Usando um pouco de lógica: se eu quiser alguém sensível, que me entenda, que perceba quando eu to triste, que goste de rock melódico e de fazer compras eu quero outra mulher! Mas eu odeio mulher!! eca eca. Talvez um gay, mas gays gostam de homens, e eu não tenho pipi nem testosterona em excesso.

Até gosto, mas não posso dizer que curto muito: games. Homens ficam loucos quando conhecem uma mulher que também curte. Na boa, se alguém gostar mais de sapato que eu, declararemos falência juntos e em menos tempo. Mas ok, games são uma forma de sociabilizar (defendem os nerds) e é só um exemplo também. Mas lembro bem que quase apanhei do meu x-boyfriend corintiano quando ganhava dele nos jogos de lutinha. O que me leva a crer que ele precisava de uma mae, e não uma namorada. Enfim...

Definitivamente odeio ter que delimitar: cosas de meninos, coisas de meninas. Mas decidam-se, podemos invadir o mundo de vocês ou não?

Gosto das cosias mais práticas: tem cosias que gostamos juntos, tem coisas que gostamos separados, nos damos bem mesmo assim e isso nos faz pessoas melhores- convivemos com o diferente, que ao mesmo tempo tem coisa em comum e viveremos felizes para sempre. Adoro a matemática simples quase inútil! asshauhas

Minha amiga tem uma teoria que gosto muito. Não é regra, mas gosto muito. Legal mesmo é namorar um cara do seu meio de lazer, porque vocês se divertem juntos. Agora namorar alguém do seu meio de obrigação (ex: trabalho), você tem mais momentos chatos em comum do que os legais. Como disse não é regra, mas faz sentido, e eu prefiro também.

Mas daí o cara casa com uma mulher que não sei o que tem em comum com ele. O oposto, do tipo "nasceu pra casar" quietinha, fala baixo, finge ser educada, não sai de casa, e é ciumenta até. E euzinha tenho o trabalho em comum com ele, e uma coisa ou outra que a gente descobriu conversando. Ele é casado e pim, virei homem pra ele e ele se tornou assexuado pra mim. Um dia a gente se encontra num lugar de lazer, e eu tô fantasiada de mulher com salto e maquiagem e a esposa dele reparou nisso antes dele. Talvez se ela não comentasse ele nem ia notar, ou ia mas ficaria quieto e isso sequer mudaria o dia dele.

Ela _ Bonita né, quem é?
Ele _ É, trabalha comigo.
Ela _ Ah é bonita é? trabalha com ela é? cachorro!

??????????????????????????

Me explica qual a vantagem de demonstrar sua insegurança, querida... E culpa é de quem se você me achou gata?

Sim, meu ego infla, mas é com você que ele vai embora, sua retardada!

Eu sou ciumenta, na verdade eu só odeio não ter o que as outras mulheres em volta do meu macho alfa tem. Então não me faltando atenção enquanto sobra pra elas, blz. E prefiro não cutucar porque quem procura acha, mas se eu desconfiar eu vou querer saber, porque odeio ser a única a não saber. Mas alto lá! não é porque a mulher nasceu bonita que:

ela é promíscua,
ela vai dar em cima do meu bofe,
meu bofe é o cara mais gato da festa,
ele vai me trocar porque eu sou a mais chata e horrorosa do universo!

Essa conta não faz muito sentido. Isso tudo só explica uma coisa: eu sou muito insegura.
E se eu sou insegura a culpa não é da bonitona lá... ponto pra ela que além de bonita tem uma brecha.

Isso tá virando manual tabajara:
_ Você é uma corna? Tá cansada de se deparar com piriguetes em volta do seu homem? seus problemas acabaram! Adquira agora o livro de auto-ajuda da mãe Susana e seja feliz e poderosa! Um tapa na cara pra você que entrar em contato agora!

shausha loser!

Na verdade agora eu estou meio brava com isso porque eu sempre fico com receio de ir a um evento por conta delas! Que surtam porque eu existo! E olha que nem sou bonita! Mas veja só que monstro vocês criaram! Eu não posso me divertir por culpa do pitizinho de vocês, e no fundo no fundo toda vez que vocês dão dessa eu quero mais é brincar com meus pseudo poderes e testar a felicidade de seus homens! Sorte suas que eu tenho berço e cuido bem do meu monstro pra ele ficar quietinho, mas eu só garanto a mim, e aquela bonitona de verdade ali hein?

Raivinha a parte, dica de ouro da tia Susi:
Coisas você compra e as têm. Elas se tornam suas e você empresta quando bem entender.
Pessoas ficam do nosso lado porque QUEREM, você não as possui. Os contratos feitos são de parceria, não de posse. É muito melhor quando ele volta porque quer voltar, se ele não voltar, paciência, melhor um homem inteiro pelo tempo que ele quiser ficar, do que ele beijar você pensando em outra porque você é uma chata.

Relacionamento é como segurar areia: Se vc abre a mão, o vento leva, se você aperta demais escapa pelos dedos.
Eu seii eu sei, tem muito, mas MUITOOO homem filhodaputa por aí, às pencas, mas cada um sabe onde se mete vai. A gente fica burra quando se apaixona, mas a gente sabe o vespeiro que a gente ta mexendo, só assume o risco... então assuma o risco. Tome pra você a culpa, não em mim!

Eu até posso ser a "piriguete" que vai roubar seu marido, mas quem deu brecha pra isso foi você, mesmo pq eu jamaaais me meteria com alguém comprometido! Quero é distância de encrenca que eu não tenha razão e mulher mais louca que eu! eu hein!



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Churchs- Part IV

Não gosto porque querem me dar uma receita de como tenho que fazer as coisas. Todas elas, como se a vida não fosse uma salada de sortimentos. Como se fosse mensurável cada coisinha, como se o inesperado não fosse obra de Deus, como se o choro, o sofrimento e o erro não fizessem parte do crescimento, mas do pecado.

Não gosto porque é melhor quem finge ser melhor, não gosto porque não me sinto a vontade em dizer que não concordo, não gosto porque o amor é plástico e ninguém quer enxergar, não gosto porque parece que o diferente nunca é aceito e é onde todos usam as maiores máscaras.

Quando não te sobra mais nada você começa a rever seus valores e aprender o que realmente importa. Daí você olha pra essa minha cara de patricinha mimada, com pose de forte e equilibrada e diz: rá! o que você sabe da vida, garotinha?

Bom, certamente sou uma garotinha, tenho receios e vontades beeem pueris, tenho uma armadura de mulher forte e bem sucedida, mas assim como cada um de vocês, essa é minha máscara, é o que eu uso por medo do fracasso, por medo daquela velha dor, por medo da rejeição, eu já faço isso por vocês. Mas o que eu sei? Muito mais do que você pode perceber.

Enquanto as teorias de massa querem cegar, eu crescia num evangelho que queria me tirar as vendas, e me pedia pra ser racional. Mas hoje quando sou racional eu estou sendo demoníaca... então não entendo porque eu tenho um cérebro que faz  essas conexões. Sou eu uma escolhida pro mal? Pra plantar a discórdia? Sou eu mesmo aquilo que eu costumo brincar: a bruxa má do conto que faz as histórias acontecerem, mas que no final está sempre errada?

Talvez... ao mesmo tempo que vocês dizem que Deus me ama, vocês dizem que ele abomina bocas abertas como eu.
Mas a minha pouca experiência de vida me mostra o contrário. E mais do que acreditar nas obras de Deus no ouvir falar, eu acredito no que eu vi. E sabe o que eu vi? Deus amar um bêbado com nome de Jesus, mas que dizia odiar Jesus. Num belo dia a morte bateu à porta e ele viu que o Jesus de verdade que realmente se importava com esse homem troncho, errado e odiado. Sabe o que eu vi? Um homem fora dos seus padrões morais com um coração muito bom desses que você jamais descobriria por puro preconceito, ser recebido pelo Pai. Esse Deus que eu conheci era bom mesmo, misericordioso mesmo, daí eu entendi o sentido de que ele NÃO faz ascepção de pessoas. Somos todos iguais, acredite!

Não! Eu não quero justificar meus erros, só quero que a hipocrisia no mundo diminua um tico e você enxergue quão vil você é, quão injusto você é, como sua maneira de me medir está errada.

Sabe onde meus erros ou sei lá como posso chamar tudo isso me levaram? À maturidade. Aí você me diz: você? madura? ahaha. Bem, talvez não em tudo, óbvio, se não eu seria perfeita e eu nem precisava mais existir! ahah. Mas sim, acho, sem falsas modéstias, que minha maneira de enxergar o mundo é lúcida, é lógica e faz sentido. A questão é que foge do comum e as pessoas costumam me taxar de louca, de depressiva, de pessimista, de sem juízo.

A diferença é que eu não estudei o manual de como agir em sociedade antes de vir pra Terra. Então eu não moldei quem sou com essas forminhas de preconceito que a maioria. Na verdade quando pirralha eu lia Descartes e com ele aprendi como pensar: Tese, Antítese e Síntese. Pensar fora da bolha, pensar com a cabeça de quem está de fora sem colocar opinião ou certo ou errado, mas pensar puramente pra entender o que eu penso. No que acredito, porque acredito. Especialmente em porque tenho raiva, porque eu explodo, porque me decepciono.

Lamento tanto de a maioria achar que é normal ser ridículo. É normal não pedir desculpas, é normal calar-se ao invés de conversar, é normal gritar e humilhar ao invés de resolver as diferenças com amor.

Ah! mas o amor plástico não tem poder pra nada.

Minha felicidade é tão volátil. Minha paz de consciência limpa é real e não bloqueia sentimentos ruins, como esse que sinto exatamente agora de não pertencer.

Porque todas essas máscaras, todo esse amor plástico, toda essa falta de lógica eu não vou mudar, e eu não vou mudar a mim pra me adaptar. É como se eu retrocedesse na minha evolução. Me perdoe colocar dessa forma, mas é verdade.

Eu faço análise. Comecei procurando por um profissional dizendo que eu não gostava de mim, de que eu sinto não pertencer a lugar nenhum e tenho explicado o porque. Ajo como os outros também, mas não aceito tudo, algumas coisas eu aceito, eu abro mão porque acho válido, acho que se faz necessário se eu quiser fazer parte, mas no mais, não tenho intenção de mudar a mim. deu muito trabalho chegar aqui e cheguei por uma razão, e esse profissional sempre diz: vc não tem problemas com isso, na verdade você se cerca de pessoas diferentes demais.

Não, não sou uma leiga sem Deus. Obviamente Ele é grande demais para que eu o entenda, mas Ele não está longe e eu sei. Ele manda pessoas estranhas e Ele me mostra o objetivo de eu ser assim. Ele me manda outros "estranhos" que me completam e que certamente eu deixo alguma coisa com esses que passam. Concluo que isso que é tão condenado em mim, é tão usado por Deus.

E de repente, dentro da igreja, parece que o mundo é tão menor. Parece que nosso objetivo é tão pequeno. Esse amor que a gente fala não acontece entre a gente, porque é preferível não olhar mais para os desafetos do que consertar. É melhor aumentar historias dos outros do que até querer saber a verdade. Pior que isso! Espalhar a informação impunemente! como se a própria bíblia já não tivesse informado de que a língua é como fogo. E queridos, os ventos estão fortes, exatamente no ponto de espalhar sem apagar essas chamas destrutivas.

Digo que estar lá sem me enolver é bom. É bom ser anônima, é bom ter poucos amigos.
Mas cá estamos novamente nos "Extra Extra" dos burburinhos, na imaginação crescente dos desocupados, no ódio dos vingadores, na inveja das feias.

Bem vinda de volta ao mundo medíocre. Bem vinda à guerra fria, querida.
E aí pequena Susi! É aí mesmo que você quer ficar?


quarta-feira, 4 de julho de 2012

just do it

Eu falo demais.
Me dei conta que falo muito.
Problema algum se viesse combinado ao fazer também. Mas sabe o que eu faço? Lavo minhas mãos, não tomo partido pelo simples fato de não querer me estressar.

Eis que de repente eu acho isso tão covarde.
Não! sejamos honestos comigo, eu tomo partido de muita coisa, mas tem coisa importante qu eu ignoro por puro recalque, por incredulidade, mas seja o que for acho que não está certo.

Não viemos ao mundo a passeio, certo, e se algo está errado e eu estou vendo acho que preciso mesmo dar a minha contribuição para melhorar. Não é uma questão de mudar o mundo, mas ter a consciência leve de que se fez a coisa certa.

Tem coisas que são piores do que fingir que está dormindo pra não dar seu lugar a um idoso...
Não se trata de um idoso, mas acho que eu estou dormindo...
Eu já sei como isso funciona, eu já sei o quanto isso é quase inútil no sentido prático, eu sei o quanto isso doi mais em mim do que em quem deveria, mas ainda assim é um trabalho a ser feito.

Stand my ground...

Não tinha me dado conta. Achei que eu estava sendo legal e uma garota de bom coração em simplesmente perdoar. Mas o garoto de bom coração me mostrou que quem tem bom coração mesmo não aguenta ver tudo errado: ou tenta mudar ou vai embora. Não concordo em ir embora. Mas me incomodou ao ponto de eu notar que não tenho um coração tão bom assim.

Hora de rever conceitos e voltar atrás. Mas para o bem, pra fazer direito, não que eu queira ferrar alguém, mas acho que eu preciso carregar as pedrinhas pra mudar o mundo com as próprias mãos. Não há mágica por aqui.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Y generation


Geração Y, a galera que nasceu no fim da década de 1970 até o início de 1990.
Somos egocêntricos com visão social mais respeitosa, somos multitarefas, imapcientes, não entendemos muito bem a lógica da hieranquia, somo mimados, crescemos no mundo que se comunica com facilidade e as coisas vêm e vão com uma velocidade espetacular, fazemos dez coisas ao mesmo tempo e isso é normal.

Temos alguns pontos positivos, e outros muitos negativos! Uhum, sou pessimista e sincera. Quem sabe a gente mude o mundo... nossas revolução são pelas redes sociais, não quebrando tudo pela rua, muito pouco disso. Fazemos parte da geração mais pacífica que já vi.

Estou me coçando mas não falarei sobre mascaras e pseudopoliticamentecorretos.
Quero dividir um pouco do que aprendi. Descobri que a razão da maioria dos meus males é a ansiedade. Eu quero tudo pra ontem! Eu quero significação, daí eu larguei duas faculdades (isso depois me formar no magistério e fazer um semestre de nutrição). Me formei com 25 anos, muito depois do que poderia, muito depois do que o normal! e eis que a ansiedade me domina porque hoje eu já queria ser aquilo que eu queria ter sido aos 25 quando eu tinha 19 (frase confusa, credo!).

gente! não há nada de errado nisso... mas e pra eu acreditar nisso? Eis o drama.
Passei umas 3 semanas sem fazer nada de muito diferente além da rodinha do hamster. E não tinha um pingo de ânimo para fazer. Vontade sim, ânimo não. Chamo essa fase de letargia. Como isso me irrita! Quando eu era criança, momis me colocava de castigo na frente da tv, porque eu odiava sentar na frente da tv "feito boboca (assim eu denominava)" sem fazer nada. Hoje pra mim não fazer nada é castigo. Mas eu tava com saco cheio de tudo. Tudo parado. Sabe quando não venta e aquele ar parado sufoca? É essa a sensação.

Geração Y não sabe o que plantar uma árvore e vê-la crescer. Por isso só planta pé de feijão porque cresce muito rápido. A gente quer o resultado microondas, mas honey, a vida tem mais soluções de fogão a lenha do que de microondas. E eis que jamais saborearemos algo tão bom, por pura falta de paciência.

Não vou dizer que aprendi a ter paciência com minhas semanas letárgicas. Mesmo porque agora as engrenagens voltaram a funcionar e ainda assim não sinto a paciência e passividade me dominando. Mas sinto esssa necessidade, de deixar as engrenagens funcionarem a seu tempo, a ganhar velociade se necessário.

o intervalo comercial corta o embalo, mas de repente é justamente disso que precisa: um intervalo pra parar e fazer xixi, jogar fora a pipoca velha e fazer uma nova, quentinha.

Bom aprender, porque morrer de enjoo a cada crise de ansiedade enche o saco. =)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

runway?

Sempre em qualquer idade antes de ser "grande" me perguntavam: o que você quer ser quando crescer. desede uns 9 anos eu respondia: Estilista! Sem pensar, embora até cogitasse uma coisinha ou outra. Na época telefone sem fio era o máximo da tecnologia pra mim, então nunca pensei em estar trabalhando com um ERP no setor de tecnologia de uma empresa de rolamentos.

Antes de ser estilista eu já queria moda (a Barbie influenciando nossa vida) ou qualquer coisa visualmente instigante. Uma das coisas que pensei, talvez não como carreira, mas como uma oportunidade, foi ser modelo. Eu ainda era criança, mas na família é todo mundo alto, eu era magrela, não magra, magrela, e não precisa ser bonita né. Apesar de hoje eu achar que de mim tem milhões em cada esquina, achava que dava. Mas daí meu bem, os 15 anos chegaram e com ele nada mais... ahah

Hoje aos 25 passei pouquinho do 1,60! Ok girl! FAILED!
Mas tudo bem, hoje já não tenho problemas com isso. Mesmo porque passei da fase de me achar bonita e pensar justamente o inverso. E o que feios fazem? Investem na intelectualidade, oras.

Oi, prazer, Susana, 25 anos, 1,63, morena de olhos castanhos, cabelo liso e sem tintura, e nerd.
Sabe o que eu penso de pessoas que vivem da imagem? Parabéns seus bonitos! Me prove ter algo além disso e ganha meu respeito. É... virei uma preconceituosa ao encaixotar pessoas por rotulozinhos adquiridos ao longo dos anos. Não é bem assim né, tem gente, tem muita gente na verdade, que tem o pacote completo, e admiro muito.

E eis que um dia me propoem para ser modelo comercial (pq de moda não tem jeito messmo). Mmmm, já adquiri um cérebro. Photoshop ta aí pra chapar a barriga e diminuir bochechas, MAC faz milagres... Pensável.

Pensa em uma garotinha bobinha nervosa pra uma entrevista de emprego! Essa não sou eu! Confio tanto no que eu sei! Mas é que dessa vez eu não tinha que saber de nada!!! Eu contava só com meus longos cilios e um olhar 43. Enfim... foi tenso.

Ainda estou pensando se quero. Pra ganhar muito pouco, mas é divertido se sentir gata.
Trabalhar com o corpo... isso me soa tão estranho. tão estranho que não sei como interpretar. Mas é tão desafiador quanto dançar. Pior! agora tem mais holofotes e gente olhando.

Nerds também tem seus desafios: agir como pessoas normais.



...



será? oO

domingo, 10 de junho de 2012

about snow white and the huntsman

Assisti ao segundo melhor filme da minha vida esta semana! Se você não assistiu e quer assistir e não gosta de spoilers, vá no menu ao lado e se divirta (se é que isso pode ser chamado de diversão) com os posts mais antigos.
O primeiro melhor filme é O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, o segundo melhor filme é A Branca de Neve e o Caçador.
Existem muitos requisitos para um filme ser bom ou não, ou bom nisso ou naquilo. Esses são que basicamente são bons demais pra mim, que adoro historinhas de criança, sem necessariamente terem sido gloriosamente marcantes.
Pra mim, a Branca de Neve é a mais sem graça das princesas, ahhh aquela cantoria com os passarinhos me irrita! Salva com um power chord aí, gata! Apesar de sem graça gosto do lance da maçã, é icônico! adoro isso.
Mas, nada melhor do que desestruturar essas princesas. Sempre gosto mais das vilãs do que das mocinhas. Estas só agem conforme a música que as bruxas tocam. Agora quando colocam uma princesinha mais humana, nobre, não boba, gosto muito.
Gostar ou não gostar de algo, vai muito da expectativa. E a minha tava altinha e não. Sim por conta da desestruturação da história, segundo porque colocaram foco no caçador que foi muito mais atuante, e a trilha é a melhor música de Florence + the Machine (que só tem música perfeita). Não esperava muito porque é com Kristen Stewart e não gosto da atuação dela, só gosto da voz dela. Se ela foi ruim nesse filme nem sei! Gostei dessa Branca de Neve com ares de Joana D'arc. Gostei desse caçador com cara de Thor (oO). Amei essa rainha dos corvos, e os efeitos piche, leite, ouro derretido! Ahhh perfeito! Fora envelhecer e rejuvenescer toda hora, maquiagem pro!
Enfim, daí tem a história. O caçador que não tem nome, perdeu a esposa, e é um bêbado, mas corajoso, e sai caçar a Branca de Neve que fugiu pra Floresta Negra, acontecem coisas e de repente ele está tentando ajudá-la. E ele é hominho, ela mulherzinha, can I make it more obvious? O "príncipe" da historia vai atras dela, e de repente eu vejo Bela, Edward e Jacob num triângulo novamente! Nem! Pra Edward chegar a Thor precisa comer muuuito feijão com arroz.
O mais legal é que quando ela morde a maçã. Ela é enganada pela bruxa que se transforma em príncipe, o príncipe de verdade dá um beijo e.... e nada!
O Caçador, todo choroso, todo na dele, vai as escondidas e tasca um beijo no defunto e sai! Eis que a garota acorda! Oh man!! perfeito! Que príncipe que nada, quebram feitiços os homens de verdade, não os de sangue nobre, mas os com motivações sinceras nas vísceras!.
Dá-lhe Thor!




quarta-feira, 23 de maio de 2012

divine

O despertador toca. São 5H e 20m da manhã. Hora de levantar, tomar um banho, colocar a primeira roupa que encontrar e correr pegar o fretado. Eis que acordar é a coisa mais chata e pesada do universo a se fazer. Mas vamos lá! Quem mandou cerscer?

O caminho é longo, e quase chegando um sono profundo envolve. Droga! Hora de levantar no melhor do sono... outra vez.
Liga o computador, checa os e-mails, levanta pegar uma caneca de café.
O dia tá pesado, o céu está tão azul que irrita. As pessoas chegam e dizem bom dia. De repente eles estão discutindo futebol como se estivessem discutindo suas honras. Blargh! Hora de voltar pro computador. Imersa no trabalho a mente divaga no mundo afora e a única reação que causa é: irritação!

As vozes irritam, as reuniões irritam, o salário que já acabou irrita, esse sono maldito que está dando irrita!!!
Olhadinha no espelho: Ugh! como estou gorda! me matarei na academia hoje! promessa.
Passam cinco minutos, o cerebro está tentado me matar. Vontade louca de comer compulsivamente, de ir ao shopping comprar muitas botas (não posso, acabei de estourar o cartão em comidas e lingeries).

Corridinha até a lanchonete: oi! Quero uma caixa de bis e uma barra de chocolate.
Mmm, fonte de prazer instantânea com muitas caloria imbutidas! Que se dane.
Abro a caixa desesperadamente e pego aquela belezinha na mão.
Já notou que a embalagem do bis branco, não é branco? É madrepérola, brilha como jóia. Own! ele foi feito pra mim. Ele foi criado por alguém com muito sentimento. Merece uma lágrima, mas estou irritada demais pra derubar alguma.

Devoro-te.
Devoro outro, e mais outro! Não sei quantos, só sei que agora eu estou passando mal, muito enjoada. Continuo irritada.
Água. Mais bis!
Preciso de serotonina.
Ai chocolate divino embalado em madrepérola! me possua!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

a fucking love(?) triangle


Onze da noite. ele lhe dá um beijo, deseja boa noite e deixa a casa da namorada. Ao dobrar a peimeira esquina, ele pega o telefone e procura um nome na agenda e liga.
-Oi! -Tudo bem? -Tá ocupada? -Mas posso passar aí? -Ok, me dá 20 minutos.
Então ele dirige até lá. Lá é onde se encontra nossa heroína, ou nossa vilã, você quem sabe.
Costumo pensar que não existem vilões, existem pontos de vista. Pelo menos é assim que eu enxergo o mundo real.
Ele realmente ama sua namorada, mas sem remorso ele vai ao encontro dela. Ele não sabe explicar, mas não gostaria de trocar uma pela outra, gosta assim, de ter as duas. Porque uma não é a outra, na verdade elas não têm nada a ver uma com a outra, e é disso que ele percisa. Não é culpa dele se ele nasceu numa sociedade monogâmica, ele apenas não se encaixa nessa situação.
Ele, ela e namorada precisam de nomes.
A namorada pode chamar Amélia, porque dizem essa ser mulher de verdade, uma coitada (adoro ese nome, ok, colocaria na minha filha, mas Amélia é Amélia), ele precisa de nome de cachorro, então Ricardo porque Ricardão é um clássico dos maridos cornos. E ela chamarei de Valentina, porque a posição dela é dureza.
Então voltando, Ricardo está indo ao encontro de Valentina, sem remorsos porque ele ama Amélia e precisa da energia da Valentina. Amélia se formou em Psicologia e faz pós na em Rorschach. Tem 25 anos e nunca trabalhou na vida. Mas tem um futuro promissor, afinal tem estudado muito pra isso. Não gosta de lugares movimentados, fala baixo, tem poucos amigos homens. A mulher perfeita.
Agora Valentina só fez uma faculdade, ainda não começou a pós. É que ela gastou muito tempo viajando pelo mundo, segundo ela era mais importante esses intercâmbios do que concluir uma faculdade. Mas enfim, ela concluiu, ela trabalha, ganha bem, bebe cerveja e tem muitos amigos homens. Uma lástima, mulher demais para um homem suportar, mas era inegável que Ricardo era muito mais vivo com Valentina do que com Amélia. Apesar de não saber se aceitaria viver com uma mulher como Valentina.
Ele chega ao bar onde está Valentina. Ela tem um copo de cerveja na mãe e está cantando a plenos pulmões Jailbreak com a banda que toca. Ricardo se empolga, já chega por tras beijando seu pescoço. Ela se irrta, mas não demonstra. Ela está acompanhanda de amigos e amigas e passam todos uma noite muito agradável e feliz.
Ricardo chega em casa realizado. No seu celular tem um sms da Amélia "Boa noite, te amo, bj."
Valentina chega em seu apartamento. Ao contrario do que pensam ela não é uma mulher sem coração e bem resolvida. Ok, pra uma mulher ela é bem resolvida, mas ela ainda tem coração. Ela tem um afeto muito grande por Ricardo, e por mais que ele diga que gosta muito dela, ela sabe que jamais será Amélia, ela sabe que ele não seria seu namorado. Mas ela precisa dele, do carinho dele, do sentimento de posse quando ele está perto.
Valentina tem plena consciência do que ela faz não está certo. Mas calculando todos os pesos e medindo todas as medidas a maior perdedora é ela. Valentina não pode mandar sms de bjo boa noite para Ricardo porque Amélia pode ver e se magoar, enquanto Amélia pode mandar para Ricardo e Valentina não terá sequer o direito de se magoar. Mas por dentro ela grita. Aos eventos sociais Valentina tem que ir sozinha, dependendo do lugar ela não pode levar Ricardo, em situações piores ela precisa cruzar com Ricardo de mãos dadas a Amélia. Por mais que os melhores momentos sejam os com Valentina, é pra Amélia que Ricardo sempre volta.
Amélia planeja seu casamento, faz mil planos, tem mil sonhos, uma porção de idealizações.
Ricardo se sente indo para a forca.
Ricando sente-se livre com Valentina.
Se Ricardo sente-se preso com Amélia e livre com Valentina porque ele simplesmente não troca? Bem, a conta não é tão simples. Imagine só um machão como Ricardo acordar todos os dias com uma mulher tão alfa quanto ele, talvez com um salário maior que o dele todos os dias! Os dias poderiam ser menos estressantes, mas o ego dele não suportaria.
Fora que machões, apesar não parecer, são muito tradicionais. Imagina! Casar com uma mulher que tem profissão de homem.
Amélia é muito ciumenta, acha que seu namorado sai demais. Quando casar ela acha que isso precisa acabar! Ele deve viver para a esposa!
Valentina acha que tem uma vida boa, queria sim, um amor só pra ela. Mas como seus amigos são todos casados, compromissados ou gays, ela aceita essa situação deprimente de dividir o babaca que ela gosta, não gosta de ser a outra, o peso é muito alto, a dor é muito grande, talvez nem compense as boas noites que passa com ele, mas é o que tem pra hoje.
Valentina pensa em começar um abaixo-assinado pelas redes sociais para aprovar a bigamia. São tempos difíceis para os sonhadores!
As amélias desaprovarão, as valentinas torcerão o nariz, porque elas queriam mesmo era ser Amélias, os Ricardões se empolgarão a princípio, mas depois perceberão que eles são tradicionais demais pra isso, é como admitir que eles têm prazer anal. Eu acho que é só uma questão de cultura.
E a Valentina continuará a viver assim, a menos que ela aprenda a bordar eignore toda sua experiência, ou não.
E assim cada um segue a seu modo, com suas dores, suas frustações e suas mentiras. Quem é bom, quem é mau? não sei, todo mundo acho que é tudo e fim.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

an any tale


A fumaça não poderia cobrir, nem a penumbra, nem a ponta de cigarro que queimou minha mão, muito menos essa água salobra que agora insiste em marejar minha visão. Era iminente, mas então era real, muito mais do que saber o que acontecia, eu podia ver o que eu sempre temi bem ali na minha frente, a um palmo dos meus olhos.
O que eu poderia ter feito? Fui eu quem assinei o contrato de perdedora, eu quem apostei em time de segunda divisão, eu quem quis dar crédito ao cavalo pangaré.
Me resta me embebedar no estrobo, nas luzes coloridas intinerantes e dançar como nunca, mas cadê minha alma para curtir comigo? Concluo que não sei fingir, sou ótima atriz mas apenas para o que cabe ser atriz, palcos e câmera, não ali, na minha vida real. Na minha decepção épica, não mostruosa, porque nunca me enganei, mas esperei. Tola.
no light no light
As luzes não me entorpeciam o suficiente, o álcool só pioraria tudo, então sei lá, andar de um lado pro outro, e chore então, quem sabe tudo vai embora assim.
A banda ruim ficaria muito pior e lá estavam os dois abraçadinhos bem na minha frente, como se eu não existisse, como se eu nunca tivesse sido alguém. Eu queria ser engolida pelo chão, evaporar-me, sofrer de amnésia. Mas não há meios... era real, era verdade, e era meu dever experimentar o amargo da ilusão que eu criei sozinha. Me afastei.
Aquele abraço era meu, aquele cafuné era meu, agora era tudo tão ordinário, tão vil, tão sem significado algum.
A banda ruim continuava tocar, os rostos familiares desapareceram e os dois ficavam cada vez mais nítidos, e quanto maior a dor, maior a possibilidade de tudo desprender de mim até eu não sentir mais nada. Por você e por ninguém mais.
Sobrepujou qualquer razão, qualquer conselho que eu sabia muito bem, eu sabia, pior de tudo é que eu sabia.
Os corredores são estreitos, o caminho é um só, não tem jeito você iria me ver, eu não vou te encarar, nem você irá. Especialmente você não irá. Possivelmente sem remorso, sem piedade, sem nada, você não tem coração ou consciência, só um pênis.
Esperei vocês passarem, fui logo atrás em direção a porta de saída. Rostos familiares já preocupados com meu sumiço, intrigados com meu olhar triste em dia de celebração. Peguei o telefone e chamei um táxi. Sim, era cedo, mas pra mim já era tarde. Encostei na grade e esperei. Olhei pra frente e lá continuavam vocês distribuindo sorrisos aos seus amigos em volta. Você olhou em minha direção, mas olhou através, e depois desapareceu. Desapareceu como sempre fez, mas agora com a solidez de que não voltará, com a solidez de que não existe mais espaço. Lamento, sem mais espaço pra você ou qualquer outro.
damaged...
O telefone toca, meu taxi chegou. Kiss kiss goodbye!
Cruzei o portão para sair e não intento voltar, não pretendo reviver lembranças, boas ou más. Encerro aqui esse capítulo.
Boa noite. Disse a moça da entrada. Soa sarcasmo, humor negro.
Entro no taxi e o motorista me pergunta pra onde vou. O ponto onde ele me pegou e onde me levaria fez um nó em sua garganta. Então ele me contou. Há 28 anos atrás ele amou muito uma mulher. Amiga dele, saíam, riam. Ele então, naquela rua onde estávamos, a pediu em casamento sem nunca ter beijado. Ela recusou, disse que queria viver antes, faculdade, carreira.
Um dia, há poucos meses atrás ela pediu um taxi em um aeroporto qualquer, e era ele quem estava dirigindo. Ele velho, com um filho de uma aventura qualquer. Ela gorda e amargurada por um homem qualquer.- Vamos sair de novo? claro. Ah... me arrependo de não ter aceito seu pedido naquela época, tudo seria tão diferente. Seria... mas não foi. O tempo passou, as coisas se perderam, o encanto, o amor, a capacidade de amar.
Obrigada, motorista, só estou chorando mais agora. É um recado? Uma mensagem do universo estranhamente conectado?
Chegamos finalmente à minha casa, no mesmo bairro em que ela mora. Imagino seu coração apertado, mas o meu também estava. Um aperto pro alívio...
Entrei bem quietinha em casa, escovei os dentes, tirei a maquiagem, entrei no meu quarto, e olhei no espelho só pra olhar nos olhos de quem não cansa de perder. É.. você é bem feinha mesmo, e chata, e medrosa, e vai morrer gorda e cheia de arrependimentos.
Pego o telefone, lembro que já é tarde, também não sei pra que amigo eu ligaria, os melhores conselhos são os meus mesmo, mas só queria um ombro agora, mais nada.
Apaguei a luz do abajur, agarrei meu travesseiro pra afogar meu último soluço.
Meu estômago, que sente mais que meu coração, passaria o domingo todo querendo vomitar a saudade e a decepção e tudo mais. Mas eu precisava dormir.
Terceira última vez... essa foi a última vez outra vez. Meu coração não é fígado, ele não se recompõe. Meu coração ataca meu fígado, só não leza meu cérebro.
Não quero mais me dar chances, meu cérebro sabe das coisas, aposte em times que ganham, não em novatos ditos promissores... sua experiência sabe o porquê, não banque a burra, você não é.

hamster


Dia desses fiz um exame e deu ia morrer (uhum, eu sou trágica, mas sim,era sério), enrolei três séculos, refiz o exame e era tudo um engano. Agora não tenho mais que me preocupar com minha cerimônia de cremagem, testamento, fazer coisas nobres o quanto antes. Agora percebo que não tenho mais nada que me motive!
Vivo de hobbies e trabalho. Acordo cedo,  vou pro altar de Ford, almoço meu ovo de cada dia, volto pra casa... ou não! Vou pra academia porque a mídia diz que é saudável (realmente é), e que eu tenho que ser magra e malhada, e eu ainda estou gorda demais.
Ou então vou pra aula de guita e de canto, porque música eu gosto e faz bem pra alma, e causa calos no dedo mindinho.
Ou então eu vou pra aula de moda, porque é o que eu deveria ter feito quando saí do ensino médio, mas algo deu pane no meio do percurso.
Aos finais de semana gravo minhas ceninhas de Julia, com o peso mórbido de nunca agradar ao diretor porque desde o início ele não me queria no papel, e driblo o fato de detestar minha imagem (que não é tão magra) e minha voz (que é muito infantil).
Faço alguns desenhos pra Clementine- que é algo que me dá prazer, mas não me dá lucro também! Não me dando prejuízo, ótimo.
Ás vezes saio com meus amigos, ou com pessoas pim no universo.
A gente ri, a gente bebe, a gente raramente fala de algo construtivo.

Lá fora tem pessoas morrendo por vício de drogas porque elas não tiveram a educação que eu tive, e que nunca tive curiosidade de saber como é.
Lá fora tem mães fazendo atrocidades com seus filhos porque nunca experimentaram ter carinho de alguém.
Lá fora tá cheio de governante me representando e a única coisa que ele faz de melhor é me roubar e coçar o saco.
Lá fora tá cheio de gente perdida (como se eu soubesse docontô e poncovô).
Lá fora tá cheio de gente imatura e egoísta.
Lá fora tá cheio de criança que não sabe o que é ser criança.
Lá fora tá cheio de gente que só precisava de um abraço.
Lá fora tá cheio de idoso desrespeitado e cansado da vida.
Lá fora tem gente queimando livros e devorando publicidade de massa.
Lá fora tem gente acreditando que tudo está em paz, quando paz e rumores de paz é só o começo do fim.

E eu aqui na minha rodinha de hamster. Transferindo a responsabilidade pra outros. Vivendo pro meu umbigo porque como eu ralei pra chegar aqui, eu acho que o mérito é meu e os outros que se danem! Afinal! todos são um bando de aproveitadores.
Sensação estranha de ser indivíduo mas fazer parte de tudo isso aê, e como parte ignorar dessa forma, pareço ser- pelo menos aos meus olhos- uma decepção.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

faith


Se você me conhece de longa data ou já leu alguns posts meus, já sabe, se não, não sabe. Acho importante dizer, porque daí você pode mudar a maneira que vê o que eu digo. Cresci na igreja. Sei muito, mas algumas coisas me intrigam.
A gente embasa a doutrina na Bíblia, mas cada um tem a sua interpretação. Aí ferrou!
Esses dias li a interpretação de várias crenças sobre a riqueza... acho. E sei que basicamente no catolicismo ela é quase que condenada e no protestantismo ela é mera consequencia de um trabalho bem executado.
Concordo com a segunda e pasmem! sou protestante!!!
Comecemos sobre minhas ideias e minhas dúvidas.
Acredito que a fé faz milagres, realmente que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, somos capazes de mover montanhas! Se pá literalmente. Acontece que a gente parte do pressuposto que é impossível daí não vai mesmo.
Acredito que tudo que me acontece é pro meu bem, por pior que seja. Porque eu acho que o objetivo da vida é a maturidade. Eu acho que Deus preze por nossa maturidade, não pro nosso deleite e prazeres terrenos.
Acredito que eu consigo as coisas que eu consigo porque eu estudei, me esforcei pra isso. Acredito que Deus poderia ter dado de graça, mas então me bastava sentar no sofá e ligar a TV.
Será que minha fé é tão pequena em não acreditar que isso não é o correto?
Eu sou realista, não fico de pensamento positivo, porque por mais que eu acredite na ação de Deus, acho que ele não seja Gênio da Lâmpada. Acho que Ele cuida dos detalhes, mas não é pra isso que eu tenho que procurar por Ele. Me sinto abusadinha ahah.
Portanto acho que católico é condicionado a viver mais de fé do que os protestantes. Pq os católicos não usam métodos contraceptivos pq Deus sabe quantos filhos uma família deve ter, e vai te dar o emprego que lhe couber. Eu já quero meter as caras em tudo e ir andando e deixar que ele me abra as portas, meio que tenho feito minha parte...
Se for falar de fé então.. acho que não tenho mesmo. Mas não vou sentar e esperar a vida passar, sei que Deus tem o melhor pra mim no sentido de quem procura acha, então saio aí ó, procurando!
Posso ter lido e ouvido muito, mas minha vida tem base nas minahs experiências. E as tenho de montão hein! acontece quando se sai por aí fuçando os cantos do mundo. Será que Deus queria que eu ficasse sentadinha me protegendo de tudo porque isso sim seria ter fé? sei lá... é se fodendo que se aprende, caso contrario eu continuarei iludida com um mundinho rosa e faz de conta onde todo mundo é malvado, eu sou perfeita e vocês me magoam demais!
OMG! sou uma herege cheia das minhocas na cabeça! Não sei ser tão passiva assim.

Amor, função social e mimimis


Dia estranho. Todos os lados metralhadoras de informações sobre casamentos e separações. E eu fazendo análise pra tentar entender se eu realmente não quero ou se eu tenho medo de me relacionar tão profundamente com alguém de novo.
Primeiro ponto. Eu tenho minhas concepções sobre casamento, amor, paixão. Quanto aos meus conceitos eu sou bastante prática e fria. Não na vida real, só nas minhas teorias, porque na vida real eu não seria a única peça atuante.
Casamento: um só pra vida toda, ou que só comece outro porque algum dos dois morreu. Mas a partir do momento que você se compromete, é seu dever fazer de tudo pra fazer isso funcionar.
Paixão: substância liberada no cérebro quando uma série de fatores favoráveis se combinam quando encontra um parceiro em potencial para perpetuar a espécie. É quando seu corpo diz que os seus filhos com aquele cara serão fortes e saudáveis. Daí seu coração dispara e você só pense nele (a) e você está pronta (o) para abrir mão de um monte de coisa e se adaptar ao mundo dele (a).
Amor: Vem depois que você conhece bem a pessoa e deseja o melhor pra ela mesmo quando isso significa o pior pra você. Vem depois que a paixão acaba, o desejo de renovar, o respeito, a parceria, a cumplicidade, maturidade principalmente. Cientificamente falando, fica muito nítido depois de 7 anos, quando a fermentação química toda passa.
Há a minha teoria mais macabra e cética que parte do princípio que o amor é altruísta, nós somos treinados desde sempre a pensar só na gente, logo, somos egoístas, portanto não temos a capacidade de amar, daí o amor não existe. Talvez entre mães e filhos, quiçá o pai também ame.
Eu vejo casais felizes e quero mais que eles sejam felizes e maduros. Eu vejo casais apaixonados e babacas eu quero mais que eles acordem pra vida e cresçam. É, pois é... é involuntário.
Comprei um livro há uns dois meses atrás - que nem comecei a ler direito ainda- que chama "Como o mundo faz amor". O cara foi abandonado no altar e foi curtir a lua-de-mel já paga com o irmao, daí ele escreveu um livro. Depois que vendeu a obra ele foi financiado pra pesquisar sobre o amor ao redor do mundo. Aí ele conheceu trocentas culturas diferentes, e diferentes modos de se relacionar. Como disse, não li ainda, mas uma coisa que eu li nele e curti muito foi de uma senhora indiana que pediu para que ele perguntasse para as pessoas se hoje elas amam mais seus conjujes do que no dia do casamento. E a resposta é sim, eles diziam não ter noção do que é amar no dia do casamento. Esse é o espírito.
Uma amiga minha fez a observação que ela nasceu para procriar! Sim, ela foi criada para ser esposa, ter filhos e cuidar do marido. Achei uma fofa, principalmente porque ela pensa assim sem abrir mão de estudar e ser uma boa profissional. Esposa e mãe sim, amélia e submissa não. Agora tem gente que nasce pra ser dondoca, mãe e esposa e anular-se como mulher, como cidadã, como alguma coisa útil pra sociedade, é só pra procriar mesmo. Daí eu penso: que bosta!
E por que a Susaninha pensa assim hoje? Porque ela foi criada pra casar, ela é artista, ela borda, ela pinta, ela não fala palvrão, ela é adepta ao casar virgem! Mas por uma falha na matrix, isso tudo não foi o suficiente, e o cara quem ela mais amou era um bosta egocêntrico e invejoso, e todo aquele idealismo de parceria e amor ruiu feito castelinho de areia. Agora vem cá, depois de ficar paraplégica, porque ela pularia de para-quedas outra vez?
Ainda não sei se não quero, ou se tenho medo, se não quero porque tenho medo, se não quero porque eu espero o pior de todo mundo. Não sei, não sei mesmo. Sei que me incomoda.
Odeio dormir sozinha, fato. Mas não sei se estou disposta a abrir minha vida pra alguém entrar. A dividir minhas conquistas com alguém que talvez não queira se doar no mesmo tanto, pra alguém que leve relacionamentos não tão a sério, ou talvez alguém que seja tudo isso, mas falte a tal da química.
Funções sociais... odeio. A sociedade pressiona demais! Meu meio de convivência pressiona demais! Boa profissional, bem arrumada, bem cuidada, feliz, casada, filhos! Oh damn! Eu fico é louca! Não estamos numa linha de produção! Quer dizer, eu pelo menos não.
Mas será que eu deveria estar? Será que a felicidade consiste em não questionar nada, em aceitar td, em nao criar expectativa alguma sobre nada? Minha terapeuta sempre diz: Santa Ignorância. E eu digo: Ignorância é uma bênção! E Salomão disse: O muito estudar é enfado da carne. Se até o cara mais sábio que já existiu já disse isso, quem sou eu pra duvidar?
Eu repudio a burrice, eu escarneço os que falam amém amém, mas na boa, eles sim são felizes, a verdade liberta, mas dá muito frio!
Se eu não sei que eu não sou corna, eu não me sinto corna. E eu era feliz! ahah
Se eu não sei que eu não preciso, eu não vou querer! Então eu sou feliz!
E desculpe teorizar o que você acha mágica, mas eu acho química, física, biologia, antropologia e sociologia. Na boa, você é mais feliz!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

skullism


caveira feia, nem gosto dessa, mas blz! ahah

Não recebo simpaticamente a pergunta: o que caveirinha significa? E olha que eu escuto isso muitas vezes ao longo ad semana.
Eu amo caveirinhas, todo mundo sabe, muita gente pergunta o que significa e eu em minha profunda simpatia tenho vontade de ser muito estúpida, mas sou um pouquinho só.
Mas vamos lá, o que significa caveirinhas.
Depende da cultura. Por exemplo, aquele gatinho japonês é pra dar sorte, se for preto dá azar em outras culturas... é só gatinho pra mim.
Eu não acredito em amuletos. Nem pro bem, nem pro mal. Acho escapulários fofíssimos, mas não acho que protejam de algo, acredito que a sua fé o faça. Não acho que símbolos da nova era e pentagramas e blablabla possam trazer equilíbrio ou desequilíbrio.
Acredito que símbolos passam mensagens sobre você, acho que só.
Caveirinhas. Basicamente elas significam morte. Elas estão estampadas em portas de salas de eletricidade, de equipamentos inflamáveis, de linha de trem, veneno mortal. Então onde está desenhado uma caveirinha, leia-se: perigo de morte.
Ui, eu sou um perigo pra sua vida! Não, não é isso pra mim ainda.
Se você não sabe, tem uma caveirinha dentro de você, um esqueleto inteiro. Você tem um crânio que guarda seu cérebro, e um esqueleto inteiro que te sustenta e auxilia nos seus movimentos, um mecanismo fantástico. Acontece que quando a gente morre, nossa pele, nossas entranhas, tudo que é mais hidratado da gente é devorado rapidamente pelos bichinhos comedores de defuntos, daí sobram os ossos. Aí fica lá a caveirinha de quem já morreu há algum tempo.
As pessoas usam desenhos de coração e todo mundo acha lindo!
Quem me vê com minhas caveiras acha que eu sou rockeira ou muito poser. As duas coisas!
Não cultuo a morte, não faço rituais para os que já morreram, mas nem faço aquela coisa católica de rezar para os mortos, sabe! Mas eu gosto da morte (pronto, polemizei). Não que eu queira morrer, não que eu deseje a morte dos outros, mesmo porque morrer é inevitável e é bem chato pra quem fica (ainda não sei como é pra quem morre).
Sabia que você não é imortal? Pois é... você não é. E digo mais. Uma coisa é você saber que vai morrer, outra coisa é você descobrir que vai morrer, tipo receber a noticia que tem uma doença sem cura. Muda muito. Ou quando alguém muito próximo e querido morre. Não é agradável.
Costumo dizer que quando meu papis estava doente a gente acordava com a morte, tomavamos café com ela, sentávamos no sofá com ela. E ela não é má, só é pesada, mas ela ensina muito. Pelo menos a mim ensinou.
A vida pode ser longa, mas pode ser muito breve. E a gente gosta de perder tempo brigando por besteira, guardando mágoa por pouco, só pq o nosso egozinho foi ferido. Em tempos de amor escasso a gente desperdiça amor ao invés de gastá-lo como se deve. Se a gente tivesse a consciência de que vai morrer, talvez subtamente, muito provável que viveríamos como pessoas melhores. Oferecíamos pessoas melhores para os outros. Mas não, a gente ignora a morte, a gente ignora que tudo acaba, a gente tem medo e estigmatiza quem não tem.
Outra coisa que me ensina muito é o versículo: pra mim viver é Cristo e morrer é lucro. Quando se vive bem, meu bem, morrer tanto faz, cumpri minha caminhada e fazer o que... para morrer basta estar vivo.
E isso que tenho a dizer basicamente sobre a morte. Que ela é paradoxal, ela dá uma obrigatoriedade de sentido à vida.
E sem filosofias agora. Gosto mesmo, gosto de misturar caveirinhas com flores porque caveiras são agressivas mesmo e flores suavizam. A morte choca mesmo, e é disso que eu gosto, de chocar. Porque a vida é isso, você disfarça o que quer, finge que não existe o que quiser, e eu ficarei aqui, de alguma maneira dizendo: saiba que um dia morrerá, não importa o quanto você ignore.
Mas mude seu tom antes de perguntar o que você já sabe, mude seu julgamento porque eu pensei diferente do que você e seu pequeno quadrado.
E pensar demais é uma merda, e tolerar seus olhares puritanos, hipócritas e julgadores me é um fardo imenso.
Memento mori!

domingo, 15 de abril de 2012

the Rock n Roll inside of my head


Nascido nos anos 50, sofreu diversas mutações e evoluções e teve várias caras, vários rostos representando essas caras de maneiras inconfundíveis. Teve seu ápice alarmante nos anos 70 e 80, nos anos 90- que pelo menos eu vivi- era ainda muito forte comercialmente e nos anos 2000 vi ele morrer do mundo convencional.
Quando pirralha, na minha casa eu ouvia Balão Mágico, hinos, moda de viola, Queen, Bee Gees e Madonna. Só coisa boa, mas nada ofensivo. Ok, relevemos o "Mamma, I just killed a man"!
Com a doença adolescência chega o confronto. É aquele momento da vida que você pesa o que você aprendeu e presta atenção em como você vive.
Eu cresci na igreja e numa família doida e paradoxal, não poderia ser eu um ser humano equilibrado né. Meus confrontos sempre foram bem grandes. Concluí que a gente pregava uma coisa e vivia outra, e tinha muita coisa errada aí.
O rock sempre associado com drogas, putaria e o demônio jamais poderia entrar na minha casa. A imagem que eu tenho disso é o clipe Whiskey in the Jar do Metallica. Mas descobri que nada é tão puro e tão essencial assim.

Com a adolescência vem também a sensação de imortalidade e poder de mudar o mundo. E a arrogância de que 'eu estou certo e só você não vê, seu adulto babaca'. Seria legal se não fôssemos tão imaturos, burros e de visão limitada... ainda... porque esse pensamento ajuda a ir um pouco mais longe do que já foram antes.
Eu não sei em que época que eu vivi um rock que era sinônimo de uma cultura, atitude, não simplesmente um estilo de música (acho que qualquer estilo é assim, by the way). Ao mesmo tempo em que rockeiro tatuava-se, bebia, e pegava varias mulheres numa noite, outros eram punks de verdade e lutavam por uma política decente.
Conhecem Viviene Westwood? Se tem alguém que eu queria ser quando crescer é ela. Se você colocar o nome dela nas buscas de imagens, verá uma senhorinha ruiva, com cara de excêntrica, alguns desfiles de moda, umas Melissas maravilhooosas, daí você jamais poderá dizer que ela é o cara do movimento punk. Sim, O CARA!
Nos anos 70 ela foi mentora do movimento punk na Inglaterra, ela foi casada com Derek Westwood, produtor da Sex Pistols. Começou com uma loja de roupas punk e hoje é um ícone respeitado no mundo da moda, até ganhou título de Lady da rainha Elizabeth. Hoje ela encabeça vários movimentos pró sustentabilidade (não da maneira burra como as que proíbem sacos plásticos no mercado e liberam mil embalagens em um só lanche fast food ou milhoes de metros de embalagem num ovo de páscoa). Ela diz que a humanidade tem três maus principais:
Distração desenfreada
Mentira organizada
Idolatria nacionalista.
Ok! Meu foco não é ela!! Me empolguei e pararei na metade do começo para não me empolgar mais ainda! Mas ela é mto rock 'n' roll pra mim, ela faz diferença onde ela vive, na pior das hipóteses ela vive na dela de acordo com os princípios dela, ganha decentemente o dinheiro e  aproveita sua popularidade pra lutar pelo que ela acredita.
Voltando, eu estava querendo dizer que o rock na minha mente era uma coisa meio against the system, daí o system achou tudo muito lucrativo e incluiu o rock no sistema. Enquanto os atos de rebeldia against the system davam dinheiro tava bem, mas começou a cansar a massa e começaram a deturpar tudo, a pacificar tudo e maquiar tudo e o rock morreu, foi engolido quando começou a fazer parte daquilo que ele era contra. Esse pelo menos, foi o desenho que eu fiz na minha cabeça sobre a morte do rock.
Juntando essa salada que eu fiz, uma pessoa que pensa e se irrita com a hipocrisia e a morbidade do ser humano, vira rockeiro, metaleiro wathever! Pelo menos eu não vi nada mais óbvio! Se nosso modo de vida me incomoda, pq eu cantaria deixa a vida me levar, ô vida leva eu?
E como qualquer movimento cultural, o rock envolve moda, música e comportamento. Ou seja, está tudo no combo da comunicação.
Solos de guitarra não fazem um rockeiro. Já assistiu Runways? Filme raso como tudo que vivemos hoje sobre uma coisa que poderia se aprofundar em algum tema, pelo menos... Pô! Elas foram, ou tentaram ser uma banda de rock nos anos 70, formada apenas por mulheres, isso foi muito revolucionário! Mas é óbvio que não deu certo, muito ego feminino junto regado à muita droga. E o filme - comunicação para nossa época- não fala nada de nada.
Ok, eu sei, esse filme talvez você nem conheça, e é pouco representativo.
E pensando mais além, pra ser honesta, na cultura de massa nada me representa. Bem rock 'n' roll. Hoje o que sobra pra ele são covers de monstros passados, talvez mortos. Até bandas velhas que fazem shows hoje, lotam casas de shows mas não trazem nada novo, se trazem é tudo tão tímido, e poucos o fazem. Mas também, se fizerem eles muito provavelmente não fariam o mesmo estouro, e artista precisa de dinheiro porque geralmente ganha muito (quando ganha muito) e gasta muito sem pensar no depois.
É um nicho que ainda existe, ainda se ronova, timidamente, mas sim. Eu mesmo, posso criar moda pra esse nicho, mas devo ter consciência de que passo muito apuro por não fazer algo comercial e que pra me financiar eu devo apelar ou tem MUITA paciência. A vantagem é que eu não vivo disso.
Mas acho lamentável que aquilo que poderia ser meu lazer é restrito à lugares feios, fedidos e cheios de baratas, com pessoas feias que apenas usam a moda pra se representar. Isso me lembra um fato. No show do System of a Down em SP - banda velha, banda ótema, que falam merda, palavrão e muita crítica decente também! Até momis concorda! Saindo de lá e esperando nossos meios de transporte para voltarmos pra nossa casa sob a cobertura de um posto de gasolina, porque começou a chover, os animais que assistiam ao show jogaram suas belas garrafas de cerveja, latas de refrigerante e garrafinhas d'agua por toda a rua, um tapete nojento se formou, e na contagem do 1 ao 3 lá estávamos nós ilhados pela nossa própria burrice.
Na boa, ser burro, porco e bêbado pra mim não é atitude rock 'n' roll, é adolescência tosca mesmo. Falta de cérebro, tenho vergonha, juro. Embora ele traga muito disso também, acredito que não precisa ser assim.
Eu achava que o rock ainda sobrevivia por aparelhos. Mas parece mais um velho gagá. Um tiozão revolucionário cheio de histórias pra contar, mas pouco influenciador, e nada influenciável.
O rock de verdade que nos alimenta foi feito há anos atrás e, por muitas vezes, aconteceu antes de eu nascer.
Ainda vejo gente lutando pelo que acredita: música boa, cultura saudável, e rock novo e moda despadronizada.
E digo mais! Não há espaço pro rock - que é algo agressivo- no mundo cor-de-rosa de hoje. Li até numa reportagem dia desses que vivemos na época mais pacífica de todos os tempos. Não temos guerra, fingimos respeitar a opinião dos outros (ORGANIZED LYING), vivemos de bobeira sem nos preocupar com nada (NON-STOP DISTRACTION) como se a vida fosse realmente fácil e tudo estivesse ajustado. Como se nossa política não fosse um lixo, como se viver das ideias fosse suficiente, como se já fôssemos seres prontos e realmente bons. Maquiagem, somos maquiagens felizes de humanos que não existem, que são up o tempo todo.
Só acho que sem confronto a gente não cresce, sem bullyng a gente nunca vai se enxergar, sem competitividade a gente nunca vai aprender o que temos de melhor, sem guerra a gente nunca vai tentar ser mais do que somos, sem enfrentar o monstro que temos faremos uma guerra bem pior qualquer dia desses, sem enfrentar as verdades a gente nunca vai existir de verdade, a gente nunca vai experimentar a vida de verdade.
Você pode deixar a vida te levar, mas eu garanto que um dia você vai se dar conta que é fraco demais pra sobreviver.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

lie


And the decision was taken
against the wishes
Everybody knows
need to keep the decision
It is not all the people are made of
Could be, but it is not true.

The hole is getting deeper and darker
the emptiness is killing you
but once decided dont you regret
no one deserve more tears
when you already laid too much

no one changes for anyone
we only shoul to pretend
and it is all we can do
spread your wings and fly away from here
theres nothing you can do

the tears, the botles, the tires, the rain
the love and this fucking stuff that make us broken
the letters, the songs, the kisses, the pleasure and the pain
you cant find your heart once it was stolen

(the pleasure,the pain)

Dont you need to follow the path
when you know you can meet him
run away
Avoid to recall his voice in your head
It will make you sad
Dont you relive the good moments
forget all touches, all inches, all nails,
each breat, each beat,
were lies

raising


drink this glass
watch out with the mirror that you will face
it is not your enemy
only your silly mind
drink this glass
make your heart forget
and block your shivers

think about that after all
for now only try to breath
your brain need oxygen
you need wind in your head
you can think about that after all

doesn't matter to roam around
what kills you lives inside you
don´t kill yourself
but invite the monster to play
make your heart a worst place to demons

under my skin


I don't know who lives inside my skin
Perhaps a virtuous woman, or a creepy crying baby
Perhaps a joker, who knows an evil queen.
I only know that somehow it doesn't belong to me.

I've been eating my nails
scratching my skin as i have any rash
I've been lost my sleep and running in tails in my thoughts
I know where I am but I don't know why
I just feel I don't belong to this skin

I built edges and made my own fortress
I used to be safe and untouched for my whole life
I was warm but alone
On a repent let the walls fall and bury these fairys
Smash these tales, i need to feel myself alive

I've crossed the limits
i tasted the bittest tears and stongest pains
I had who held my hand and help me with the bandages
I lost my virtues and my sanity
I can see all clear now
But I don't belong to my skin anymore

There's a unleashed monster inside
I cant believe my senses because feels like nothing belongs to me
I'm away now
I just don't belong to this skin

I've made my rules, and sometimes seems it is so wrong
i never belonged to nowhere, but now not even my skin is my shelter
I can't recognize who i face at the mirror
What have i done?

ownership


Sua vida é valiosa, não é? A grosso modo ela é tudo que você tem. Então a troco de que você colocaria tudo nas mãos de uma outra pessoa?
Já perdi largamente a conta de quanto já vi pessoas dizerem e escreverem que são como espelhos e refletem apenas o que recebem, que cada um tem de mim exatamente o que cativou e mais um monte de coisa do gênero, como se elas fossem agentes passivos do mundo e não emitissem nada.
Primeiro ponto: você realmente acha que as pessoas são assim tão más que só pensam em fazer mal pra você?
Segundo ponto: Você relamente acha que você não provoca nada nas pessoas mesmo contra suas intenções?
Se você disse sim a qualquer umas das duas questões, ou às duas, você realmente tem uma coisa muito importante a aprender! Essa vida é uma teia, tá tudo ligado!
Ninguém faz nada de graça, só Deus cria as coisas do nada, pessoas não! Elas trazem conteúdo, recebem conteúdo e interpretam conteúdos, você também! E você também é injusto! Uhum, você é!
Costumo dizer que a vida é baseado no fifty fifty. Ok, concordo que não necessariamente é 50 50 a conta, mas nunca será 0 pra um dos lados e 100 pro outro. NUNCA.
Por mais vítima que você ache que você seja, você, pelo menos uma coisinha errada você fez: confiar em alguém!
Não devemos confiar em ninguém, entenda, não digo para desconfiar, é diferente, mas depositar seu coração, sua felicidade na mão de outra pessoa é insano, pueril e é bíblico: maldito o cara que dá uma dessa!
Agora, por favor, será que dá pra parar de culpar os outros por uma decepção que é sua! Foi você quem esperou além da conta, foi você quem idealizou, o erro foi seu!
Ok, ok, estou partindo para o outro extremo né, mas pra exemplificar é bom exagerar, mas nunca esqueça a conta do fifty fifty. Não banque a vítima, você não pode ser tão passivo na sua própria vida, não exista aquele que só receba.
Ah! fulano não liga pra mim... ele não liga pq ele não quer, e você que quer não liga por que? o esforço é o mesmo!
Conheço os contra argumentos, eu também uso, mass algumas experiências me permitem exergar outras coisas além do meu umbigo. É bom ás vezes.
Também morre quem atira...
Ninguém é melhor que ninguém ou mais especial... nem você... sinto muito.

oh yeah! i'm ironic


Lets play! The land is a backyard and we are the toys!
So damn! we are so pseudo politicatilly corrects, so pure, so reponsible for each other
but all of it are only masks, we are rotten inside
We aren't worth anything
people are toys
We are not able to love nobody, not even ourselves
Perhaps our money, power, drinks
we are rotten inside
We aren't worth anything

Lets protect the animals, lets take care of mother earth
lets kill the killers because murder is so evil
lets crucify the liars because the lie is so bad
Lets pretend we care each other, because people are important
since they are like me

Lets spread our diseases, lets be hateful
unless we should be honests

segunda-feira, 26 de março de 2012

dont be a princess when you can be a queen

I have spit on pinces face
I have kicked the frogs ass
I have been raped by  the bad wolf

Took off my buffy dress
colored my eyes in black
just to pretend they're not red
cause i've passed my last night crying
cried like a child
who once believed in fairytales... and now its over

I do not lure nightingales
I do not lost my shoes on stairs
I won't be layed down like a dead one
Waiting for a real love kiss
From forever loved guy

I spit on princes face
I kicked the frogs ass
I have been raped by the bad wolf again

I'm a cat who wears buskins
And i'm ready for war
I wont be here waiting
for the forever loved prince kiss me with a real love kiss

Feel the taste of juicy apple
With no poison
Work hard and make your own party dress
with no magic
the night must not end at midnight
the last valse don't need to be last one
The rose can't be your soul
you only need to face the beast
but theres no beauty within

you damaged the tale
now dont you cry
the truth is all you have
prize this
and it is freedom, baby
But i'm sure no one told you
about bitter taste the truth could have
the ugly face of truth
dont you cry
one day you will realize the magic between
and will be real





quinta-feira, 8 de março de 2012

Leisurely

Drown into the silence
I can't recognize your whispers
You imagine you're screaming with lungs
I can only feel your breath
I can't say if it is pleasure or pain
I only know you're alive
And it is enough

Take me deep in this silence
This is the sea where I need to drown myself
Let me dip my lips in your salty water
Leisurely
Soundness

Now listen to mermaid sings
Calling you to deeper
All remains silent
But inside sounds like screaming
I can touch your soul if I want
Keep your eyes shut, darling
Your hands can touch the world
feell the world
Be part of the world
Slowly

Let yourself be embraced with jellyfishes
Get in trance with colors seas
We will reach the shore sometime
For a while just enjoy the trip
Leisurely
Dance the jellyfish balet
Rock yourself in mermaid sing
Taste the salty water in your fingertips

Porque eu nasci sem pipi

Hoje o dia será cheio de gente me dando parabéns porque nasci sem pipi. Obrigada gente, mas eu realmente preferia ter nascido com. Um amigo certa vez me disse q sem um pipi eu poderia conseguir vários! Mas muito obrigada, nao sei a utilidade de mais que um. Nao entrarei nesse assunto, então sem mais delongas.
Eu dizia que não, mas merecemos as honras do dia. Eu dizia que nao porque quem merecia a data eram quem fez parte dela, as coitadas que morreram na fabrica. E depois, historicamente, a mulherada conquistou muita coisa importante, inclusive de mostrar que ela tem cérebro e sabe usar. Mas ainda temos muito a conquistar, a maioria nao percebe nosso cérebro, só a ausência de pipi.
Ainda temos que batalhar pra sobreviver numa sociedade cega e pseudoconservadora e machista. Além de ter que ser sempre linda, comportada e inteligente e com o cabelo impecável, com a unha digna. Precisamos conviver com o fato de que precisamos nos virar sem maridos e quando o fazemos muito bem, os homens a nossa volta se sentem umas moças e vc vira uma ameaça a masculinidade deles. Ainda precisamos de homem, ombro de homem, abraço de homem, nao alguém pra nos sustentar, mas uma parceria que nao seja um moleque (porque eh o que tem pra hoje) ou o fofo do seu amigo gay.
Sou contra o feminismo, sou contra quase qualquer movimento extremista, mas devo dar o braço a torcer: realmente merecemos parabéns, flores e maquiagem, sim! Ser mulher eh um fardo! E fazemos isso com muita graça e muito charme, claro!

Peço desculpas pela falta de acentuação, mas digitar do celular sux.
Agora me deixa dar uma cochiladinha antes de começar a trabalhar porque hoje eh um dia como qualquer outro: de trabalhar feito macho!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

você realmente quer ficar brincando de faz-de-conta?


É natural até certa idade o tal complexo de Cinderela, faz parte do crescimento, daí a gente abandona isso e passa a viver a vidinha sem graça que nos foi concedida, sem vitórias iminentes só porque se tem um coração bom e uma personalidade doce e meiga.
É sabido de quem me conhece que eu tive problemas pq isso durou um pouco mais que o necessário, mas hoje me sinto sem vendas e valorizo muito mais os vilões do que os mocinhos, os mocinhos são apáticos, os vilões fazem a história! O que faz de mim uma pessoa muito ruim num mundo onde ninguém abandonou a fantasia.
Sou fria demais? talvez... ou talvez só realista... talvez prática...
Li certa vez, que querer sem princesinha é saudável pq como parte da nobreza a pessoa se sente responsável por mudar o local onde vive e mais um monte de blablabla, opinião que de fato torna o fato de querer ser princesinha bem mais nobre e aceitável. Mas ora, me poupe! Sabemos que não é assim. O que a gente espera mesmo quando idealizamos a princesa, não é o poder! É o poder de comrpar sapatos, de ser a mais bela da festa, de ser querida por todos, de casar com o príncipe encantado! Então não maqueia a verdade! É idelaização demais e isso não pode ser saudável.
Voltando pra realidade, ela pode ser legal ou chata conforme o olhar que você coloca sobre as coisas e situações.
Eu brinco de jogo do contente da Pollyana a todo momento, isso tem seus lados negativos também, a garota parece mais uma boba alegre! Ok, tem muita coisa boa pra agradecer e comemorar, mas a gente não pode ser besta ao ponto de achar que tudo é lindo assim.
Dizem que maturidade é isso aí, encarar a realidade como realidade.
Mas daí eu sou técnica, eu concordo com viver a realidade e fim, nada mais lindo que a verdade.
Mas daí eu tenho alma de artista e ser téncnica foi adquirido por uma questão de sobrevivência. Então eu posso dizer que a ignorância é uma bênção! Mais vale uma mentira feliz do que uma verdade dilasceradora. Vale eu brincar de conto-de-fadas e achar que ou serei feliz e que eu encontrei o caminho pra fonte da felicidade e da juventude.
Daí o livro acaba e volto pra vida real e penso... eu devo ser um personagem, não uma vida.
Pronto! esse é o ciclo sem fim do dilema eterno: eu quero ser real, ou quero brincar de ser feliz?

the biggest defect that i've never left


Crescer significa mudar também. A gente enxerga nossos defeitos, melhora, se controla. Mas tem uma coisa que nunca saiu de mim, eu finjo o inverso, escondo, mas o fato é que esse é o defeito mais encraquelado em mim: a arrogância. Não vou dizer que é de estimação porque nem gosto dela, mas ela está grudada mais que tatuagem. Tem uma musica do Oswaldo Montenegro que fala "Quantos defeitos sanados com o tempo Eram o melhor que havia em você". talvez seja isso, talvez meu maior defeito seja o alicerce pra qualquer coisa que seja boa em mim (isso já é da Clarice Lispector)... se é que há algo bom de verdade aqui.
Minha arrogância deve existir de uma inabilidade pra lidar com o fato que eu odeio falsa modéstia. Então pra mim, crime maior é você dizer que não sabe ou que não é bom, quando você sabe que é bom. Chato mesmo seria se você dissesse ser o melhor que todo mundo e ignorasse o "bom" alheio. Aí que mora meu problema, não que eu ignore o bom dos outros e reconheço minha ruindade em muuuita coisa. Mas tem coisa que não abro mão, tem coisa que eu sei que sou melhor, muitas vezes eu tenho a cegueira da certeza absoluta que eu estou certa, mesmo sendo só eu a oposição.
Eu por exemplo tenho uma frase que não consigo me livrar: Eu queria estar errada.
Explico: eu observo muito, cresci observando muito mais que participando. Eu leio muito o que não devia, eu analiso tendências e padrões além do que eu deveria. Eu torno as relações humanas técnicas demais, mas sabe o que é pior? Eu to quase sempre certa.
Sim, minha visão é negativa, eu não espero o melhor de ninguém, eu não acredito no amor das pessoas, eu desconfio do interesse de todo mundo, eu finjo acreditar nas coisas bonitinhas que me dizem, mas no fundo eu sei que tudo isso é fachada, existe um interesse sórdido  por trás e raramente eu estava errada.
Daí sou arrogante mesmo. Não que me orgulhe disso ou que ache isso louvável. Mas odeio quando me ditam regras novas sobre o "amor existe", "alguém está guardado pra você", "amigo não te abandona nunca".
Primeiro que NUNCA e SEMPRE são coisas que a gente não tem ideia, na mesma categoria de AMOR. É tudo ênfase poética, e é lindo de qualquer forma. Mas não é real, para nós, reles seres humanos bobos.
Sou arrogante porque apesar de não parecer - e a gente sempre julga pela aparência - eu tenho um bocado de experiência de vida, um cérebro que funciona demais pro meu gosto, e eu juro que eu queria estar errada sobre tudo isso que eu concluo. O que mostra algo nobre (pff) em mim: arrogante sim, orgulhosa não.
Eu juro que tento abrir excessões, fingir muito melhor na arte da humildade, mas não dá, toda vez que eu vejo que eu estou certa eu duvido da minha própria inteligência e me pergunto: você realmente quer ficar brincando de faz-de-conta?

mmm a resposta dá outro post...