quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

i don't wanna to play


Those dark roads all in vain, bets just for lose the patience.
Playing this silly game because is needed, but for me I just stop now.
I could use my weapons but I know now how it hurts
I could hurt somebody else, but I’m sick of this game

I swear! I tried to be kind, be patient and lovely
But you can’t see
Why are you only able to see my curves and my laugh? I’m more than this, but it doesn’t matter somehow
What is the prize in act like you? I’m sorry baby, but I see you so fool playing like this.

I guess I’m worse of all. I believe in you even when I know you’re lying to me
I let my guns down because I want to feel myself fragile in your arms
I want to feel the delight of your recover, I bet to feel your breath
And I feel myself so fool in think like this.

I must to try to hurt you
But I don’t want to play, I’m not here to play
I bet you were mature, like a man should be
But it is ok, I should be a woman that I imagined I were.
Somehow I’m weak again

This is my dark road, I know where I’ve been
I should be cautious and try to find the light
But I’m tired of being here, I need keep walk and after all I try to find again where I am.

Have I told you I’m afraid of dark? Well… I don’t like to hear the devil whispers, but it is so loud when all lights gone…

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

bye bye old calendar

Calendário acabando e é bom fazer um balanço das coisas pra começar o calendário novo. Nada de mágico, uma questão de organização. Talvez um virginiano tenha feito isso, eu nem via necessidade, mas beleza, já que assim foi feito, dançaremos conforme a música.
2010 foi um ultimato, 2011 foi melhor. Não foi O melhor de todos porque eu não apostei forte em nada. Sem grandes apostas: sem grandes decepções, mas também sem grandes alegrias. O importante é que daí eu sobrevivi, e isso era mais importante.
Esse ano me abri para coisas novas e descobri coisas maravilhosas e aprendi novos limites a colocar.
Me despi de muitos outros preconceitos e descobri que nem tudo é preconceito, mas uma questão de estatística e seleção.
Descobri que eu não entendo nada, mesmo sabendo que sei muito.
Sei que minha mente explode sem arte, sem cor, sem música. Escrever não me basta.
Que não precisa ser eterno pra se tornar eterno.
Sonhos são necessários, mas por hora eles me são menos importantes que o meu presente.
Aprendi que salvo as devidas proporções, posso escolher ser feliz se não me preocupar com coisas pequenas. E que eu devo aprender a medir melhor essas coisas.
Que eu não tenho coração de pedra, embora adorasse que isso fosse possível, mas é possível congelar até certo ponto, e sei que isso vai me salvar várias vezes, mas o inverso também vai.
Aprendi que ter fé em coisas que envolvem a humanidade é quase impossível pra mim.
Conheci mais um monte de crianças de várias idades, cheias de medos e frustrações, uns escondendo melhor que outros...
Descobri que amigos não preenchem certos espaços, mas certamente eles são capazes de fazer qualquer coisa parar de doer.
Eu continuarei a insistir que todo mundo que passe por minha vida seja importante, e não só mais uma pessoa que conheci.
E não quero saber de padrões sociais, ou eles ainda vão me matar. Mas concordo que ainda tenho muuuito a trabalhar sobre esse assunto.
A vida não é um quadrado, mas é sempre bom ter base pra você não sair rolando por aí descontroladamente.
Conversar é mais importante que beijar. Quem precisa de beijos (LOL)?
Aprendi que é possível retroceder em certas coisas quando você ignora certas lições, e acho que isso não necessariamente é prejudicial.
Aprendi que eu preciso aprender a chorar. Por várias razões. Vão notar que eu não sou um ciborgue ou um iceberg. Vai ser bom quando eu precisar chorar em alguma atuação no teatro. Vou aprender a trabalhar melhor os sentimentos. E quem chora sempre tem razão! Todo mundo dá atenção, já notou?
Eu aprendi a chorar de rir e não me incomodar se me acham idiota, porque talvez eu esteja sendo, mas que tá bom pra caramba! ah isso tá.
Talvez eu precise criar mais raízes, talvez não, e assim eu posso voar.
Eu posso mudar de opinião, e desde que você não faça isso uma vez por mês, eu não vou te achar um babaca. Tem coisas que nunca mudam, ex.: eu odeio rótulos... não sou pré-fabricada.
Sem preconceitos aos pré-fabricados... ou quase nenhum... afinal todo mundo é importante. Mas ó, se me prejudica, deleto mesmo, sem dó.
Cuidar do corpo faz bem pra mente. Mas nunca deixe de cuidar da mente, ela é mais importante que seu corpo.
Apostar em habilidades que eu não possuo irrita, mas é uma experiência deveras boa. Recomendo a todos a fazer algo em que é péssimo, e tentar de novo e de novo.
Ignorar problemas é muito fácil, mas é a pior das soluções, ás vezes é a única.
Que você quem escolhe como encarar as coisas: pelo lado bom ou pelo lado ruim, mas lembre que a vida é uma só, tá , e você pode viver com mágoa por besteira, ou aproveitar o melhor das pessoas, a escolha é sua e não dos outros. Ok, existe os que escolhem por você, mas far-se -á o que? pelo menos a sua parte garanta estar feita.

Subir no salto é ótimo, mas andar descalço ainda é a melhor opção.
Aprendi muito mais, muito muito mesmo, mas acontece que eu não paro de aprender nunca, aí fica muita coisa pra escrever....
Então assim, bom calendário novo pra vc!







terça-feira, 6 de dezembro de 2011

shelf life expiration


Desde a minha adolescência (acho) eu tenho uma quedinha por caveiras.
Na nossa cultura, caveira é coisa do mal, do demônio e blablabla. Mas a Susaninha aqui tem uma cultura mais ou menos voltada pra sua própria lógica então caveiras são muito legais! Se viver é Cristo e morrer é lucro e lucro é algo bom, logo a morte não é tão ruim e representar a morte mto menos.
Hoje o caveirismo está supernamoda e eu só tenho mais opções para comprá-las. Para o terror de momis, tios e tias e afins. Desculpa gente, eu só queria que vocês enxergassem um pouquinho fora do quadrado ás vezes.
Acredito em energias, mas não sou superticiosa, não acredito que um amuleto me proteja nem que seja capaz de amaladiçoar, mas já vi muita gente dizer a mesma coisa e mostrar certo desprezo a um pobre desenho de caveira na minha roupa. Eu sei, a gente adora símbolos, importa o que representa pro mundo... mas símbolos só simbolizam algo, não são nada. A menos que você seja wicca e acredite no poder dos símbolos.. ah sei lá. Adoro acreditar em coisas sobrenaturais, mas na verdade até que eu sou cética viu. Eu já acredito num cara que nasceu de uma virgem, morreu e rescussitou (e depois fez um monte de coisas ilógicas) basta de loucura né.
Sim eu sei, caveiras podem ser do mal, e acho horrível aquelas tattos tipo from hell. Não estou falando disso.
Na cultura mexicana (inclusive adooooro as caveiras mexicanas) a caveira simboliza vida. Eu gosto muito desse ponto de vista.
O mundo é feito de opostos o que equilibra, Yin e Yang saca. Não existe luz se não houver a escuridão. Se não há escuridão você nunca sentiria a necessidade de haver luz, e por haver escuro você acha que a luz é boa. Por haver a guerra a gente valoriza a paz. Se tudo fosse paz jamais sentiríamos a ânsia de paz. O equilíbrio precisa existir, nós estamos na Terra, é suposto que precisamos aprender a valorizar essas sutilezas (ou nem tão sutis assim).
Assim como a morte existe para valorizarmos a vida. Mas de novo, não vejo a morte como algo ruim. Pra ser bem honesta achei por muito tempo a morte muito melhor que a vida, e em diversas situações hipotéticas eu escolheria morrer do que continuar viva, porque dependendo da condições não considero vida, mas existir e só.
Nunca quis morrer muito velha. Eu sou da geração Y que brincava de Barbie e investe o salário no corpo, ficar velha não é um atrativo. Mas até aí...
E uma coisa é você saber que vai morrer um dia, outra coisa é saber que você vai morrer daqui 30 anos, ou daqui 6 meses. Isso muda tudo, acredite. Ter data de validade muda a maneira que você encara as coisas.
Dia desses comentei com minha mãe que a mãe de uma amiga minha falaceu, ela já despejou o discurso: "viu só, depois que morre aprende a dar valor pq faz falta". Concordo com ela em partes, pq depois que morre é bem fácil valorizar, já que não convivemos mais com os defeitos, a gente ressalta só o que ficou de bom, veja o exemplo do meu pai na nossa vida. Mas discordo no ponto que é só assim que valoriza, enfim, esse é outro tópico. O meu ponto aqui é: morrer é inevitável, não posso brigar com Deus por isso... eu brigo porque a vida está uma merda e coisas do gênero, ou porque eu sou egoísta e não queria que tal pessoa morresse, mas no fundo eu nunca surtei, nem com a morte do meu pai, porque morrer é a única certeza da vida e não há meios de eu mudar isso. Discordo também porque temos pontos de vista dísparos em relação ao que é viver. Viver e segurança não tem nada a ver, isso na minha mente (não no meu comportamento, pq ô pessoa cheia das armaduras eu hein). É uma frase que eu li de uma bruxa dia desses: Viver se protegendo de se machucar é como uma escola proibir alunos para não cansar os professores. Ou seja, é brigar contra o ar.
Eu estou meio obcecada com isso porque sempre soube da minha voltailidade, e nunca senti que sou uma pessoa muito lôngeva, mas agora eu tive uma pequena suspeita de não ser lôngeva mesmo, e apesar de isso não ser tão ruim é assustador por outro lado! Imagine você receber um diagnóstico que você tem data de validade. Que seja 20, 30 anos. Você faz o que? Aproveita tudo né. Pois é, a gente pode ter muito menos que isso porque tudo pode acontecer, mas saber disso não faz com que valorizemos mais as coisas e as pessoas a nossa volta.
Confesso que se eu tivesse um diagnóstico de vida de só mais alguns meses eu surtava, porque eu não fiz coisa alguma da minha vida, mas não cheguei nem perto da metade do que eu queria e meu caro.. "ninguém pode comer vinte pratos por dia, ninguém pode dormir em vinte camas numa noite... e a justiça pede sua cabeça".
As minhas caveiras são meu memento mori, saiba que um dia irás morrer, e daí? O que você fez, o que você deixou, pra quem... esse é meu pânico.
Falo pra vocês, cristãos, que adoram julgar minhas caveiras, já pensou que isso não passa de superstição e fazer de um desenho um amuleto do mal? Quando na verdade ela, em uma hipótese, só serve pra lembrar que a vida acaba, e isso não precisa ser ruim. A morte existe e isso como qualquer coisa na vida, tem seu lado positivo. A morte tem mais lado positivo do que negativo.
Mas concordo que viver com a morte não é legal. Só quem é sentenciado (ou no meu caso conviveu com um) sabe o que é almoçar e jantar com a morte sabe que ela é uma companhia pesada, muito pesada, mas aprende que ela é séria, mas ela é muito menos importante que a vida, e isso ela quer mostrar, ela não é do mal. Seja lá qual for seu credo, tenho certeza que a morte é algo bom... uma renovação, sei lá. No meu credo ela nos leva pra paz, do lado de Cristo. Tem o outro lado tb, mas este entendo menos ainda do que esse.
Ah! Devo dizer que não falo sobre verdades absolutas, mas da minha sensação diante disso, meu ponto de vista pensado e sentido, mais sentido do que pensado porque a Julia (personagem falei sobre ela aqui) tem me obrigado a cavocar sentimentos (coisa que a Susana memso, não curte).
Como Yin e Yang, a morte equilibra a vida. Não quero morrer, mas eu vou, desejo muito menos que você morra, pq perder alguém é muito pior que morrer, mas você vai, não sei se antes ou depois. Não sei se vou sofrer muito ou pouco por isso. Só sei que eu queria comer os vinte pratos no dia (não no sentido da música), só pra ter certeza que não deixei nada pra tras. Mas sempre ficará algo pra tás porque isso não é um filme. A vida precisa ter equilíbrio, não significa que ela tenha.
Vocês que morreram, obrigada por terem existido, nos ensinam coisas até hoje. Vocês que estão vivos, saibam que de repente o que você disse pra aquela pessoa ontem pode ter sido a última coisa que ela ouviu. Não por nada, mas tudo é vaidade e correr atrás do vento, menos dar valor àquilo que tem valor... as pessoas a sua volta tem valor. Mesmo que elas achem que você não as valoriza, alguém saberá que você o fez, do seu jeito...
Eu entendo porque todo mundo pensa que eu sou uma mórbida quando falo assim, mas na verdade as vezes penso que enxergo muito mais vida do que muitos devido a essa "morbidade". Ás vezes eu acho que vocês estão tão cegos dentro dos seus preconceitos que não encaram certas coisas. Mas é isso...
Memento Mori!