Ás vezes acho que me falta muito pouco, de repente encontro
algo que poderia perfeitamente completar, mas só descubro que enxergo melhor
que o que falta mesmo é muito mais do que antes.
Talvez eu esteja na direção errada, ou talvez seja a certa e
eu apenas estou indo como o vento que não sabe de onde vem e não faça ideia pra
onde vai. Há quem avalie ser melhor assim.
Isso tudo apenas justifica o fato de que o que me move de
fato são as dúvidas, os questionamentos, eles me movem adiante. A falta de
respostas me oxigena pra buscá-las em cantos estranhos e não o mundo
perfeito.
E essa semana também ouvi uma frase pra mim que faz sentido
sabe: “De vez em quando é bom você perder, Susi, você nunca perde”. Sabe que é verdade? Sabe o que é pior? Eu
nunca aposto, então eu nunca perderei mesmo. Por outro lado eu acho que já perdi
tanto que eu cansei de jogar. E cansei mesmo! Quero novos-velhos jogos, quero
menos competição, quero mais significação nas coisas que se faz.
Ás vezes faz bem que alguém chacoalhe seu mundo, o que você
precisa talvez seja uma coisa tão pequena, mas que está tão enterrada e
esquecida no fundo do baú que ninguém daria atenção. Ou talvez realmente tranquei de propósito e joguei a chave fora na certeza de que ninguém mais pudesse encontrar.
E não tão somente a coisa
que te falta pode ser aquela pequena coisa, mas é muito provável que seja a
única coisa que você precise.

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