quarta-feira, 12 de outubro de 2011

memories

Tenho 104 fotos no meu facebook, a minoria adicionadas por mim. Não sou do tipo que bate foto em todos os banheiros que vou com as amigas (não que não tenha fotos suficientes pra montar um book de wc) nem em todas as viagens. Quando vi já passou! O que, de forma alguma significa que eu não vivi, mas reforça meu pensamento de que não há foto no mundo que imortalize algo... ou alguém. Claro, ter aquela lembrança visual é um choque emocional diferente.
Mas e quando não havia fotos? e quando os momentos eram pintados e manipulados? Até que ponto isso maculava a lembrança real de quem teve o que tirar do momento?
Nossa mente é superpoderosa nesse tipo de manipulação, bloqueia certas coisas quando quer, inventa outras e etc. Fato é que, um cheiro pode te levar ao passado com muito mais facilidade.
Tem cheiros que te devolvem o mesmo frio na barriga, o mesmo receio, a mesma paz. Ou nem traz nada de volta, mas traz algo novo, uma sensação complementar à original, mas igualmente boa.
A saudade de hoje veio pela música, mas não aquela música que embalou um bom momento, mas aqueles bons e maus momentos que fizemos musica, que descobríamos os sons, que testávamos os tons, que decifrávamos a canção.
Sabe esse pedaço seu que ficou em mim? Quanto dele ainda resta? Será que ainda resta? Seria genética tudo, ou devo ter aprendido algo?
Não preciso de fotos, suas lembranças vejo nas minhas expressões diante do espelho, sinto nas minhas veias, enxergo através deste meu olhar de pessoa sem mais conexões no mundo senão a sua lembrança.

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