domingo, 23 de outubro de 2011

almost a monologue


Susana: não acredito no amor.
Julia: Cristo nos amou primeiro, então podemos amar também as pessoas que nos cercam.
Susana: Ok... acredito no amor de Cristo, de mais ninguém.
Julia: O mundo precisa sentir que nos preocupamos com eles, que cada um é realmente importante e que Cristo ama cada um exatamente do jeito que é. E eu só quero poder mostrar isso, só quero poder fazer com que cada um que esta do um lado possa sentir o mesmo.
Susana: Muito bonito sua filosofia, Julia, mas você acha mesmo que as pessoas precisam de amor? Elas podem até precisar, mas o que elas realmente querem é ser o centro, e uma vez que falamos do amor de Cristo, ele deveria ser o centro não nós...
Julia: Devo concordar, mas não muda minha ideia de querer fazer diferença no meio disso tudo.
Susana: Eu nem sei se eu amo alguém. Porque meus amores são condicionados por algo de bom que aconteceu entre a gente, bom, depois disso tudo bem, a pessoa é uma idiota comigo e eu vou continuar amando, eu perdôo no fim porque eu a amo, mas só porque no começo ela foi importante pra mim.
Julia: eu tento colocar o outro em primeiro lugar, independente de quem seja, nem sempre me dou bem, mas minha alma fica leve, e não há o que pague uma alma leve.
Susana: como você ama um desconhecido?
Julia: Saiamos do fraterno, nunca amou ninguém a primeira vista?
Susana: ...
Julia: Pois se é essa é a minha pré-condição, um dia Deus me mostrou alguém muito especial, daí eu sabia que deveria fazer a minha parte pra pessoa ficar, porque essa sim eu queria do meu lado.
Susana: Isso soa tão insano.
Julia: Dar sem esperar nada em troca é insano, ser feliz assim é mais insano ainda, e apostar nas oportunidades é só para os corajosos.
Susana: Obrigada por me chamar de covarde de maneira tão polida... sua cara.
Julia; Ou talvez sua cara: ser sincera.
Susana: Ok, você venceu outra vez. Não sei se acredito, ou se me esforço para fingir que não acredito. Já apanhei demais das minhas experiências pra acreditar tanto assim nos outros, eu prezo por quem eu sou hoje, pelo que eu tenho de mim, não sei se vale a pena arriscar esse meu bom humor e tudo mais que conquistei pra mim. Falo de valores.
Julia: Pois se você fala de valores, eles deveriam ser sua base, e você deveria sim apostar, porque você sempre tem pra onde voltar. Deus sempre vai te fazer o melhor, mesmo que seja pelo caminho mais difícil. Ele quer que a gente cresça, ele proporciona oportunidades para os que são dele.
Susana: falou a princesa do conto de fadas.
Julia: Falou a rebelde
Susana: Não sou rebelde!
Julia: Então para de fingir pra você mesma. Você sabe que você acredita na raça humana, que acredita no amor, que acredita que pode amar alguém que nunca viu, só não acredita que você pode acreditar nisso!
Susana: eu não acredito em nada disso!
Julia: veremos.

(Julia é minha personagem, a mocinha, que estou trabalhando nesse momento)

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