Ultimamente tenho convivdo com meninas. Não, isso não é muito usual - mulheres são esquisitas. Uma das esquisitices de mulher, de todo mundo eu acho, mas mulher é bem mais, é o sentimento de posse.
É muito comum eu dizer que fulana é MINHA amiga, que ciclano é MEU namorado, que beltraninho é MEU vizinho. Naturalmente usamos esses pronomes porque colocamos como ponto de referência das nossas frases nós mesmos. Nada de absurdo.
Mas esse assunto me chamou atenção esses dias. Por que você conta coisas pra fulana e não pra mim? Por que você pediu ajuda pra ela e não pra mim? Nunca havia me deparado com isso, exceto em com todos os meus namorados, que talvez tinhamsíndrome de pinto pequeno, que não me dividiam nem com meus amigos, conhecidos, pessoas que sentam do meu lado no ônibus. O que também é ponto de reflexão.
Mas o que nos faz acreditar que com amigos temos contrato de exclusividade? Com namorados, é convencionado, que o contrato é de exclusividade. Mas com amigos isso é engraçado, não lembro de isso existir no fantástico mundo de Susi. Vivo assim porque não conheço pessoas que sejam iguais a mim pra
eu me sentir a vontade de dizer tudo, cada face minha se dá bem com a face de alguém, e dentro desse microcontexto é que eu elenco os assuntos que terei com cada pessoa, e dificilmente eles coincidem.
Chego a conclusão que precisamos sempre de algo para ser nosso, só nosso. Mas pessoas não são coisas, e apesar de dizermos que amamos e tal, como nos achamos no direito de monopilizar alguém, de privar sua liberdade de sentir, de pensar, de falar, de julgar. Não traição esconder algo de mim, desde que não fira algo mais profundo. Não contar tudo não é traição, é seleção.
Eu culpo todo mundo por não gostarem de mim, mas aí é um problema meu, não dos outros... é errado, com quase ninguém eu estabeleci esse tipo de contrato.
Comecemos em casa. Pai e mãe são completamente possessivos em relação aos filhos. Os pais com suas filhas são ciumentos, as mães geralmente, querem viver a vida dos filhos, como se fosse possível, como se isso fosse amor.
Acredito que nossa sociedade deturpa o sentido de amar. Pq pais dizem que querem proteger seus filhos do mundo quando estão privando seus filhos de experimentar, de conhecer o mundo, pior! de amadurecer. Deus não é pai? já viu como ele trata os filhos? e olha q Deus é amor, mas ele sempre deixa a gente se foder até os ossos pra amadurecer. Então não venha me dizer que Deus está errado. E se você não concorda comigo, tenho certeza que foi porque eu usei um palavrão na frase. O fato é que pais são possessivos.
Aprendemos desde de cedo a sermos possessivos.
E olha que eu não estou entrando no mérito de passuir coisas, que ainda é aceitável, mas tenho uma opinião mais detalhada sobre isso, mas não é o foco.
Quando algo acontece com algum amigo que possuímos, e alguma outra pessoa foi o pivô disso, passamos todos a odiá-la, mesmo não tendo nada a ver com o ocorrido. Agora olha que complexo e injusto!
Nós nos sentimos no direito de julgar alguém distante de nós em detrimento de, 98% dos casos, um capricho, uma vaidade que aconteceu com uma só pessoa.
Agora partindo pro lado hormonal da vida, é tão engraçado como homens e mulheres possuem suas mulheres e seus homens perante os outros (ficou bem hétero né, mas é q eu num curto nem abraço de mulher pq é mto peito junto, e acho dois homens juntos um desperdício!). Toda vez que eu vejo algo de gênero eu imagino bichos. Afinal, seres humanos são bichos nessas horas! Qtas vezes não vi rosnarem por conta de torpedos, msgens em messengers, qtas brigas, qta energia, qto tempo perdido. Ah, na boa, a gente sabe qdo o cara é cachorro, nesse caso eu perdoo, mas qdo não é, é muito provável que a pessoa enlouqueça com tanta perseguição. De novo aí: somos donos das pessoas?
Acredito em contratos. Nossas palavras selam contratos, acho isso muito grave, muito sério. Geram compromissos, compromisso de parceria eu diria, não de posse. Pois se há um possuidor, existe o possuído, que não desfruta sua individualidade, que não tem liberdade, que é uma sombra. Vilões ou mocinhos? Pra mim ambos são vilões, todos covardes: um por não encarar o poder e o sucesso do outro e outro por não reinvindicar seu espaço.
Acho que possuir é meio invasão.
Sexo é possessão... e é invasão, consentida às vezes, mas é invasão. Não falo apenas do espaço físico, mas de tudo. Principalmente porque é hormônio, de novo os animaizinhos.
Se eu possuo as pessoas? Acho que não mais, cada um é um, me apavora depender de alguém, odeio que dependam de mim. No fundo, meu desejo é esse, possuir alguém, meu só meu. Mas tenho plena consciência de que isso é animalesco e egoísta e talvez, prejudicial.
Não possuo as pessoas, mas as cobro em relação aos contratos que estabelecemos. Nessa hora é que provamos não ser tão animais assim - mas quer saber? nunca ninguém conseguiu.
Veja tb post do Tiago.
É muito comum eu dizer que fulana é MINHA amiga, que ciclano é MEU namorado, que beltraninho é MEU vizinho. Naturalmente usamos esses pronomes porque colocamos como ponto de referência das nossas frases nós mesmos. Nada de absurdo.
Mas esse assunto me chamou atenção esses dias. Por que você conta coisas pra fulana e não pra mim? Por que você pediu ajuda pra ela e não pra mim? Nunca havia me deparado com isso, exceto em com todos os meus namorados, que talvez tinham
Mas o que nos faz acreditar que com amigos temos contrato de exclusividade? Com namorados, é convencionado, que o contrato é de exclusividade. Mas com amigos isso é engraçado, não lembro de isso existir no fantástico mundo de Susi. Vivo assim porque não conheço pessoas que sejam iguais a mim pra
eu me sentir a vontade de dizer tudo, cada face minha se dá bem com a face de alguém, e dentro desse microcontexto é que eu elenco os assuntos que terei com cada pessoa, e dificilmente eles coincidem.
Chego a conclusão que precisamos sempre de algo para ser nosso, só nosso. Mas pessoas não são coisas, e apesar de dizermos que amamos e tal, como nos achamos no direito de monopilizar alguém, de privar sua liberdade de sentir, de pensar, de falar, de julgar. Não traição esconder algo de mim, desde que não fira algo mais profundo. Não contar tudo não é traição, é seleção.
Eu culpo todo mundo por não gostarem de mim, mas aí é um problema meu, não dos outros... é errado, com quase ninguém eu estabeleci esse tipo de contrato.
Comecemos em casa. Pai e mãe são completamente possessivos em relação aos filhos. Os pais com suas filhas são ciumentos, as mães geralmente, querem viver a vida dos filhos, como se fosse possível, como se isso fosse amor.
Acredito que nossa sociedade deturpa o sentido de amar. Pq pais dizem que querem proteger seus filhos do mundo quando estão privando seus filhos de experimentar, de conhecer o mundo, pior! de amadurecer. Deus não é pai? já viu como ele trata os filhos? e olha q Deus é amor, mas ele sempre deixa a gente se foder até os ossos pra amadurecer. Então não venha me dizer que Deus está errado. E se você não concorda comigo, tenho certeza que foi porque eu usei um palavrão na frase. O fato é que pais são possessivos.
Aprendemos desde de cedo a sermos possessivos.
E olha que eu não estou entrando no mérito de passuir coisas, que ainda é aceitável, mas tenho uma opinião mais detalhada sobre isso, mas não é o foco.
Quando algo acontece com algum amigo que possuímos, e alguma outra pessoa foi o pivô disso, passamos todos a odiá-la, mesmo não tendo nada a ver com o ocorrido. Agora olha que complexo e injusto!
Nós nos sentimos no direito de julgar alguém distante de nós em detrimento de, 98% dos casos, um capricho, uma vaidade que aconteceu com uma só pessoa.
Agora partindo pro lado hormonal da vida, é tão engraçado como homens e mulheres possuem suas mulheres e seus homens perante os outros (ficou bem hétero né, mas é q eu num curto nem abraço de mulher pq é mto peito junto, e acho dois homens juntos um desperdício!). Toda vez que eu vejo algo de gênero eu imagino bichos. Afinal, seres humanos são bichos nessas horas! Qtas vezes não vi rosnarem por conta de torpedos, msgens em messengers, qtas brigas, qta energia, qto tempo perdido. Ah, na boa, a gente sabe qdo o cara é cachorro, nesse caso eu perdoo, mas qdo não é, é muito provável que a pessoa enlouqueça com tanta perseguição. De novo aí: somos donos das pessoas?
Acredito em contratos. Nossas palavras selam contratos, acho isso muito grave, muito sério. Geram compromissos, compromisso de parceria eu diria, não de posse. Pois se há um possuidor, existe o possuído, que não desfruta sua individualidade, que não tem liberdade, que é uma sombra. Vilões ou mocinhos? Pra mim ambos são vilões, todos covardes: um por não encarar o poder e o sucesso do outro e outro por não reinvindicar seu espaço.
Acho que possuir é meio invasão.
Sexo é possessão... e é invasão, consentida às vezes, mas é invasão. Não falo apenas do espaço físico, mas de tudo. Principalmente porque é hormônio, de novo os animaizinhos.
Se eu possuo as pessoas? Acho que não mais, cada um é um, me apavora depender de alguém, odeio que dependam de mim. No fundo, meu desejo é esse, possuir alguém, meu só meu. Mas tenho plena consciência de que isso é animalesco e egoísta e talvez, prejudicial.
Não possuo as pessoas, mas as cobro em relação aos contratos que estabelecemos. Nessa hora é que provamos não ser tão animais assim - mas quer saber? nunca ninguém conseguiu.
Veja tb post do Tiago.