Um prazer por falar dele, das doideras dele, sem vergonha de falar do podres dele porque tenho muito a dizer do que aprendi com ele. Um prazer imenso de mostrar as pecinhas dele q sobraram em mim, uma extensão quase física dele que ficou aqui. Consegui ver o rosto dele certinho, cada ruga da mão dele e os braços que por vezes foram torres pra mim.
Aí eu me pergunto... pq agora?
Não é nenhum sentimento de arrependimento por não ter dito algo ou coisa assim, é só saudade mesmo, uma saudade que nunca mais pode ser sanada.
Diante da guerra que virou meu mundo, do deserto que está se formando, eu sinto tanta falta do abraço dele, dos conselhos ridículos que ele me dava, e a certeza de que o desejo dele era quebrar a cara de qualquer espertinho q quisesse zuar com a minha cara.
Talvez ele seja só mais uma peça nesse meu mundinho ridiculamente imaginário.
É... de uma forma ou de outra todo mundo vai embora, e o colo q eu queria hoje não existe mais... não fisicamente. Pq agora ele tá muito bem nos braços do Pai.
Eu precisava muito da proteção das torres hoje, precisava muito tocar na única referência minha com a realidade... hj... quase um ano e dez meses depois eu ainda sinto falta... particularmente hoje, sinto MUITO a sua falta.
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