Li sobre esse filme, depois fui alugar, lógico... O nome: Little Children, em português é uma tristeza: pecados íntimos. Pois é, pecados vendem mais... e sim, contém cenas e casos meio pesadinhos para criancinhas, mas ainda assim prefiro o título inicial, exprime exatamente a essência do filme: gente grande descontando em coisas de gente grande suas infantilidades.
Eu não consigo escrever tudo o que eu penso, pq é muito rápido. Mas já parou pra refletir nas suas infantilidades?
A gente cresce, faz 15 anos e acha que é mó adulta pq debutou para a sociedade, faz 16 e acha que o mundo tá no nosso estômago pq em qqr seriadinho norte-americano-pré-fabricado os donos do pedaço fazem e acontecem aos 16. Depois a gente cresce caríssimos, de uma hora pra outra temos que saber a faculdade que fazer, fazer currículo, se comportar em uma entrevista, tirar o all star e usar sapato, parar de dizer gírias. A tendência é piorar.
Nessas minhas andanças -que não são poucas- já encontrei de tudo. Uma multidão de crianças grandes que diante de situações bizarras choram pela mãe. Não tô querendo dizer que isso tá errado, nem poderia, afinal de coisas de crianças eu entendo, bem. Só acho que não tem nada demais se a gente reparar nas nossas criancices, no fundo, isso deve ser consertado, é feio, é trabalhoso de conviver.
Por trás daquela executiva bem sucedida, tem uma menininha com medo do escuro; atrás daquele arrogante que só sabe gritar com os outros, tem um garotinho que não consegue encarar suas imperfeições. É meus caros, passe o tempo que for, somos crianças naquilo que não precisávamos ser, e deixamos de ser no aspecto que deveríamos coninuar sendo.
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