quinta-feira, 20 de agosto de 2009

the last unaniversary before birthday

Pensei um monte já.
Mas tá difícil para parar e escrever porém, se faz necessário.
Última semana de 22 aninhos (inhos hein!), milhões de minhoquinhas na cabeça pq eu nunca soube envelhecer, talvez de 16 pra 17 e só.
Me deixa louca esse tempo que passa independente do que vc fez e não volta, e como as coisas mudam, as pessoas crescem, ou mesmo assim tem coisas que continuam as mesmas!
Brincando... no fim a gente pensa no começo. Qta coisa me trouxe aqui! Qta coisa eu guardo, qta eu esqueci, e qta eu adoraria esquecer! Quantas pessoas passaram, qtas foram embora mesmo, quantas saudades deixaram, ou deixaram nada alé do sentimento de "foi tarde", qtas pessoas retornam!
Tantos livros, tantas músicas, qtos blogs deletados por mim ou por determinação familiar pelo excesso de acidez! kkkk
Aiai essa acidez, esse calor por vida, ou essa pulsão de morte. Ambas bombas que fazem ter idéias doidas. Nada que a loucura do meu ninho não tenha me ensinado, sim, é congênito msm, não tenho nenhum auxílio farmaceutico.
Com isso lembro das pedras q eu arrasto até hj. Ainda faço meu castelo delas!
Ok ok, ainda vivo no meu palco, imaginando trilha sonora pra situação, mas vamos lá, a vida às vezes é um tédio tão grande que nada como brincar de teatro com ela. o problema é a teoria do caos que se organiza de maneira que a mente humana não pode organizar para compreender ao certo.
Compreender... tem muita coisa que eu não entendo, mas td bem, o que nos move são as perguntas, não as respostas, mas às vezes nada como uma boa resposta pra dormir em paz.

Na Terra, a vida pulsa de forma desordenada, até que um belo dia nós somos modelados... com omesmo e frágil material dos nossos antepassados. O sopro do tempo nos perpassa, nos carrega e se incorpora a nós. Depois de desprende nós e nos deixa cair. Somos arrebatados como num passo de mágica e depois novamente abandonados. Sempre há alguma coisa fermentando, à espera de tomar o nosso lugar. Isso porque não temos um solo firme sob nossos pés. Não temos sequer areia sob nossos pés. Nós somos areia. Não há lugar onde possamos nos esconder do tempo. O tempo nos enxerga em toda parte, pois tudo a nossa volta está mergulhado nesse elemento infatigável. O tempo não passa e não é um relógio. Nós passamos e não são os relógios que fazem tic tiac. O tempo vai devorando tudo através da história, silenciosa e inexoravel, como o sol se lavanta no Leste e se põe no Oeste. Ele destrói civilizações, corrói anigos monumentos e engole gerações atrás de gerações. Por isso que falamos dos "dentes da engrenagem do tempo": o tempo mastiga, mastiga... e somos nós que estamos no meio dos seus dentes.

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