terça-feira, 19 de maio de 2009

the joker

"Eu queria acordar... Mas já estou acordada."

Um de meus autores preferidos é o Jostein Gaarder. Eu gosto de filosofia, gosto do comichão que os filósofos têm. Às vezes reconheço que nasci com esse comichão também, mas utilizo ele do meu jeito. O último livro dele que eu tô lendo, já comecei há mto tempo mas não era meu... é o Dia do Curinga. Cheio de coisinhas pra pensar, várias frases que eu destaco, copio porque me sinto tão a vontade no meio delas.
Mas o mais legal é que o personagem se sente um curinga. Lembra um pouco meu post sobre aliens, mas nesse caso ele imagina o mundo como um baralho. Então partindo daí é que eu divago no meu post, um tanto quanto repetitivo de hoje. Mas td bem, hoje é feriado!
Em uma definição não minha diz que o curinga é uma carta com conteúdo especial. Tudo a ver! E que ele conversa com outras cartas, mesmo sem pertencer de fato ao jogo.
Mas olha o nome que lhe é dado! JOKER! O cara que faz piada, ou aquele do qual todos riem. E é exatamente esse o primeiro preço a pagar de ser diferente do restante: ser uma piada! No livro, o pai de quem narra coleciona curingas (adoreiii) e pede para as pessoas que encontra jogando baralho, e eles entregam. Jamais dariam se fosse outra carta, logo, não é tão relevante para o jogo. O fato de ser relevante para os outros ou não, não muda a essência da realidade. Ele é o que é. Saiba o mundo ou não disso.
Mas o curinga é um palhaço diferente, é um artista, ele não fica contente em ser visto como mais um bobo da corte. Ele é completo sob holofotes, mas sob holofotes, bem sabemos, que a realidade é retorcida e as historias que vagam sobre ele tem uma pequena diferença com aquilo que ele viveu. Acho que ninguém se incomodaria se eu disser que o que o povo espalha são verdades fantasiadas com mentiras para parecem contos de fadas. Dá mais ibope.
E é essa a vida do curinga que se enfia em jogos alheios.

Bem, há tanto que me incomoda acerca disso, mas prefiro parar a começar a surtar. Posso postar mais hoje, não sei talvez. Encerro com uma frase que nem de Gaarder é, mas tudo bem, o post é meu, não dele!

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!" Florbela Espanca


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